Os trabalhadores da Autoeuropa debatem esta quinta-feira o pré-acordo sobre os novos horários, assinado na passada segunda-feira com a administração da empresa, em reuniões plenárias em cada um dos três turnos de trabalho. Nos três plenários (5:40/7:10, 9:00/10:30 e 15:30/17:00), os trabalhadores deverão discutir os termos do pré-acordo que foi subscrito por todos os elementos da Comissão de Trabalhadores e pela administração da Autoeuropa e que deverá ser referendado durante a próxima semana.

O pré-acordo prevê a implementação de dois tipos de horários distintos: um que irá vigorar de fevereiro a julho do próximo ano e outro que já inclui a laboração contínua da fábrica de automóveis de Palmela depois do habitual período de férias dos trabalhadores (em agosto).

Os trabalhadores, caso aprovem o pré-acordo, vão rodar pelos três turnos (manhã, tarde e noite) semanalmente, em vez de permanecerem várias semanas em cada um destes turnos, como pretendia a administração da Autoeuropa.

Em comunicado divulgado segunda-feira, a Comissão de Trabalhadores salientava o facto de ter conseguido “garantir a distribuição do horário semanal de 2ª a 6ª feira na fase de transição, a manutenção do trabalho extraordinário como tal, a rotação semanal entre turnos, menos sábados trabalhados e mais dias de descanso”.

O comunicado da Comissão de Trabalhadores sublinhava também a disponibilidade da administração da fábrica de automóveis de Palmela para contratar mais 400 trabalhadores durante o próximo ano, de modo a tornar possível a introdução de uma “4ª equipa de trabalho”. O novo pré-acordo da Autoeuropa estabelece que “entre a semana 5 (fevereiro) e a semana 33 (agosto) será aplicado um modelo de trabalho transitório, que irá permitir a adaptação da fábrica ao modelo de laboração continua”.

Este pré-acordo, negociado pela nova Comissão de Trabalhadores liderada por Fernando Gonçalves, surge depois de um outro, que foi rejeitado por 74% dos trabalhadores e que esteve na origem da primeira greve de sempre por razões laborais na Autoeuropa. A rejeição desse pré-acordo acabou por provocar a demissão da anterior Comissão de Trabalhadores.