Na Black Friday, sexta-feira de descontos, que seria um grande dia para a Amazon, os trabalhadores decidiram fazer greve. Em Itália, mais de 500 trabalhadores da gigante das compras online decidiram convocar uma greve, mas também na Alemanha os funcionários ameaçaram perturbar um dos dias mais rentáveis do ano.

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Segundo a Reuters, as movimentações surgem, em Itália, depois de uma falha nas negociações com a empresa, relativas às remunerações dos trabalhadores. Os funcionários da Amazon decidiram então não fazer horas extra até dia 31 de dezembro, época alta em que a empresa aposta na contratação de trabalhadores temporários. Em Itália, a gigante cerca de 1.600 pessoas empregadas de forma permanente desde que se instalou no país em 2010.

Na Alemanha, o sindicato indicou que as motivações para a greve se prendem com uma longa disputa sobre salários e condições.

A gigante das vendas online quer conseguir vendas recorde neste dia, mas os funcionários têm que ter um desempenho recorde não só neste dia para que tudo funcione como a Amazon quer”, afirmou Stefanie Nutzenberger, membro do sindicato.

A empresa sediada em Itália disse em comunicado que está agora focada em tentar garantir as entregas aos clientes tanto na Black Friday como também nos dias seguintes e diz que os salários dos seus funcionários estão entre os mais altos do setor logístico, para além de que oferecem benefícios como seguro médico privado e um bónus para formações.

A Europa abraçou a tradição da Black Friday, uma sexta-feira de descontos, iniciada nos Estados Unidos da América, que movimenta grandes massas. O comércio via online está a crescer cada vez mais e Itália não é exceção.