O Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa abriu um inquérito-crime a Horácio Piriquito, antigo vogal do Conselho Fiscal da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A notícia foi avançada pela Sábado, que cita uma fonte da Procuradoria-Geral da República. Em causa, segundo a revista, poderá estar um crime de violação de segredo de funcionário porque, em função do estatuto de utilidade pública da FPF, “os membros do órgão são equiparados a funcionários para efeitos penais”.

Pedro Guerra teria espião na Federação. FPF entrega caso à PJ e à PGR

De referir que, no seguimento da primeira notícia sobre a possibilidade de Horácio Piriquito passar informação confidencial da Federação a Pedro Guerra, antigo diretor de conteúdos da BTV e comentador afeto aos encarnados, a FPF decidiu entregar o caso à Polícia Judiciária (PJ) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). “Por em causa poder estar a violação de segredo, a FPF denunciou o referido facto à Polícia Judiciária, disponibilizando-se para os procedimentos entendidos por convenientes”, explicou o órgão num comunicado onde falava na destituição do dirigente do cargo, algo que não chegou a acontecer por demissão do próprio.

Nesse mesmo dia de 15 de novembro, o próprio Horácio Piriquito explicou, através de um post no Facebook, o porquê da saída do cargo, realçando então que não tinha cometido qualquer ato ilícito.

“Nenhuma informação confidencial foi passada”, garante Piriquito após demissão da FPF

“O Pedro Guerra sempre me pediu ajuda sobre informação financeira numa troca normal de informações e esclarecimentos, verbalmente ou por email, o que fiz sempre com todo o gosto. No caso da FPF, até para evitar especulações e na defesa da própria instituição. Isto fez, aliás, de Pedro Guerra um defensor enérgico da atual direção da FPF. O acesso criminoso a conversas privadas permite estes abusos, truncá-las, ajustá-las aos interesses de cada um. Foram utilizados factos e dados disponíveis em qualquer documento público da FPF. Nenhuma informação confidencial foi passada para a praça pública”, assegurou.

Pedro Guerra: “Troquei emails com Horácio Piriquito”

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“Tomei esta decisão, repito, não porque considere ter praticado algum ilícito, mas porque é esta a forma de melhor defender o prestígio e o bom nome da instituição em causa. Para defesa do meu bom nome, honra e imagem, irei recorrer às instâncias judiciais para reposição cabal da verdade, tendo em conta os factos que me são imputados”, concluiu o antigo vogal do Conselho Fiscal da FPF.