Entre aplicar-se a desenvolver o primeiro SUV da sua história e “distrair-se” a lançar farpas à concorrência, a Aston Martin parece estar muito segura. Tanto que assegura, desde já, que o modelo de produção não será uma variação mais alta, por exemplo, do desportivo DB11 ou do novo Vantage. E mais: “Não será um Audi Q7 com cara de Bentley, ou um Volkswagen com cara de Porsche.” Para quem servir a carapuça…

As declarações são do vice-presidente e responsável máximo pelo gabinete criativo da Aston Martin, Marek Reichman, que revelou à CarAdvice que o SUV do construtor de Gaydon será desenvolvido com base numa plataforma própria, e segundo uma linguagem de design diferente da dos restantes modelos da marca.

Marek Reichman

Assegurando que o futuro SUV “não se parecerá com qualquer outro Aston Martin já construído”, mas que adoptará um estilo capaz de competir com propostas como o Porsche Cayenne ou o Lamborghini Urus, Reichman não resistiu e mandou mais umas “bocas”:

Eu sei que o Cayenne foi lançado com o emblema Porsche, mas a verdade é que começou como Volkswagen”, apontou. “O DBX será construído com base numa plataforma nossa e, como tal, segundo as nossas próprias proporções”, rematou.

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A versão de produção do DBX deve sair de uma nova linha de montagem, a erguer numa antiga base área da Real Força Aérea britânica, em St. Athan, Gales. Já o início da comercialização está previsto para o final de 2019. Ou, o mais tardar, no início de 2020.

O primeiro SUV da história da Aston Martin deverá surgir com uma ampla oferta em termos de motores, entre os quais, o já conhecido V8 4,0 litros biturbo fornecido pela Mercedes-AMG. Além do V12 5,2 litros da própria Aston Martin. Mas o próprio CEO da marca britânica, Andy Palmer, já antecipou que o DBX contará igualmente não só com motorizações híbridas, como também com 100% eléctricas. Até porque o próprio concept foi dado a conhecer com uma suposta motorização eléctrica.