Um tigre de 200 quilos escapou esta sexta-feira, por volta das 17h00, da jaula onde estava, no circo Bormann Moreno, que tinha acabado de se instalar no 15º bairro da capital francesa e que deveria abrir portas ao público no próximo dia 3 de dezembro.

Durante cerca de uma hora, o animal passeou pelas ruas de Paris, provocando o pânico mas não chegando a atacar de facto ninguém. A circulação na linha T3 do metro de superfície esteve interrompida: tigre na linha, avisou no Twitter a Região Autónoma de Transportes Parisienses.

Foi um funcionário do circo que acabou por abater o tigre, ainda antes de os bombeiros conseguirem chegar ao local. O animal foi morto a cerca de 1,6 km da emblemática Torre Eiffel, num beco, longe dos olhares dos transeuntes, e não na via pública, explicou à AFP o porta-voz dos bomeiros locais, Valérian Fuet: “O proprietário estava em choque. Quando chegámos o tigre, de 200 kg, já estava morto”.

À BFM TV, uma testemunha contou como tudo aconteceu: “Vi um tigre a correr e ouvi três tiros. O tigre ficou deitado no chão e havia sangue”.

O proprietário do circo foi detido e foi aberto um inquérito para apurar responsabilidades sobre a fuga do animal. Os ativistas dos direitos dos animais manifestaram-se de imediato e exigiram a proibição de animais em circos. “Foi um milagre não terem ocorrido vítimas humanas desta vez. Temos de agir imediatamente e de banir esta exploração dos animais selvagens, que não é mais do que uma forma de escravatura”, disse um porta-voz da Fundação Brigitte Bardot.