Há cerca de dois meses que o Monte Agung tem tido registos de atividade sísmica e, na última semana, o vulcão entrou mesmo em erupção, expulsando cinza vulcânica a 4 km de altura desde terça-feira passada. Agora, crê-se que uma erupção maior pode estar iminente — a atividade sísmica tem aumentado e o magma está a subir. O nível de alerta está no máximo e as autoridades determinaram uma zona de exclusão, num raio de 8 a 10 km do vulcão, que deve ser evacuada imediatamente.

De momento, cerca de 40 mil pessoas já foram evacuadas da área, mas as autoridades indonésias afirmam que cerca de 100 mil têm de o fazer. O número pode vir a subir para 150 mil, dependendo das condições. Até esta segunda-feira, já foram cancelados 445 voos, deixando retidas 59 mil pessoas, disse o porta-voz do aeroporto internacional de Ngurah Rai, Air Ahsanurrohim.

Há fotografias que já mostram um brilho vermelho com origem no vulcão. Esta resulta do calor intenso, mas também significa que o magma está a cada vez mais próximo da superfície. Quando isso acontecer, ela descerá pela montanha com consequências incaculáveis.

As autoridades também alertaram para o perigo de Lahares, uma espécie de avalanches de lama compostas por materiais provenientes do vulcão e água. Este fluxo de lama vulcânica tanto pode ter uma consistência mais líquida como assemelhar-se a cimento. Além de lama, os lahares arrastam bastantes destroços, como pedregulhos e troncos de árvores. Os fluxos podem mover-se rápido e levar a um aumento do nível das águas dos rios.

A última grande erupção do Monte Agung foi em 1963: durou cerca de um ano e matou mais de mil pessoas. Só desde então é que são feitas medições da atividade do vulcão na Indonésia, região que tem mais de 140 vulcões ativos. É possível acompanhar a atividade destes vulcões através da página da MAGMA Indonésia.