É entre jogadores e treinadores que se sabem grande parte das histórias, mas há outros elementos do staff que vivem tanto ou mais do que os principais protagonistas: os médicos, os delegados, os motoristas, os roupeiros. E foi por aí que se soube mais uns episódios bizarros de Mario Balotelli, um dos mais excêntricos futebolistas da atualidade.

Em entrevista ao Daily Mail, Les Chapman, um antigo jogador que passou por clubes como Oldham, Huddersfield, Stockport, Bradford City, Rochdale ou Preston antes de se tornar durante 17 anos roupeiro do Manchester City, contou mais algumas histórias do avançado italiano, que considera ser um amigo e com quem tem uma boa relação ainda hoje. E que histórias, como seria de esperar.

“Um dia perguntou-me porque é que já lhe tinham rebocado o carro 27 vezes, mas claro, quando se vê um automóvel camuflado estacionado fora dos restaurantes no centro de Manchester todos os dias… Quando se foi embora, abri o cacifo dele no balneário e caiu um monte de multas de trânsito”, contou o ex-roupeiro, que se reformou em 2014 e que esteve recentemente com Balotelli em Nice… na condição de entrevistador.

“Apesar de tudo, é um tipo brilhante e nada estúpido. E é generoso: se fosse a uma gasolineira pagava tudo a quem andasse por lá e era capaz de dar bilhetes a um indigente. É o jogador mais imprevisível do planeta. Quando foi expulso contra o Arsenal, atirou com toda a força a sua bota contra uma TV que havia no balneário”, contou.

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Mas as histórias de Chappy, como também é tratado pelos jogadores, não se resumem ao italiano. Longe disso. E incluem Roberto Mancini, Manuel Pellegrini, Peter Schmeichel, Gaël Clichy ou Kun Agüero.

“Ganhámos com Mancini a Premier League e a Taça de Inglaterra e pode ser uma lenda para alguns adeptos, mas era demasiado conflituoso e irracional. Teve problemas com Joe Hart, Lescott, Nasri, Dzeko, Kompany, Tévez. Com Pellegrini era ao contrário, muito mais amigável. Conta-se que o Tévez uma vez não quis sair do banco contra o Bayern mas a história não é assim: recusou-se a aquecer porque já o tinha feito antes. Mancini disse que não voltaria a jogar mais, mas quatro meses depois estava de volta”, recordou.

“Peter Schmeichel dava-me sempre as suas luvas depois do jogo e tinha de esconde-las para que ninguém as visse ou tocasse nelas. Depois, tinha de devolver no momento certo, mesmo antes de entrar em campo. E tinha preparado uma série de conjuntos diferentes, para o aquecimento, a primeira arte e a segunda parte. Usámos 92 na mesma temporada. Supertições? O Clichy usava uma luva para apertar as mãos antes do jogo mas tirava logo a seguir e o Agüero tinha de ser o último jogador a entrar”, acrescentou.