Os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, são ainda hoje utilizados como melhor exemplo da possibilidade de organizar uma grande competição sem com isso deixar aquilo que por cá chamamos de “elefantes brancos” (uma expressão utilizada depois de se perceber que alguns estádios construídos não teriam rentabilidade a médio/longo prazo). Alguns casos: o centro aquático onde se disputaram as provas de natação, que tinha cerca de 17 mil lugares, ficou com uma bancada de 2.500; o velódromo, com menor capacidade, idem; depois, havia o pavilhão do basquetebol, que após a prova foi desmontado e guardado para mais tarde ser utilizado.

Agora, essa realidade será transporta para algo maior: um estádio de futebol. Onde? No Campeonato do Mundo do Qatar, claro está, uma prova que só irá acontecer em 2022 mas que continua a multiplicar notícias.

Com capacidade para 40 mil espetadores, o estádio Ras Abu Aboud, desenhado pela empresa de arquitetura espanhola Fenwick Iribarren, será o primeiro “completamente desmontável”, como explica o El País. “Este recinto vai oferecer o legado perfeito, porque pode ter uma nova localização após a prova ou ser transformado em várias instalações desportivas e culturais”, explicou Hassan Al Thawadi, secretário-geral do Comité Organizador.

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Em paralelo, este projeto tem uma outra vantagem: por ser uma estrutura moldável, precisa de menos materiais de construção, provoca menos resíduos e reduz a emissão de gases. “Tudo isto mostra grandes resultados a nível de sustentabilidade e inovação”, realçou Federico Addiech, diretor da Responsabilidade Social Corporativa da FIFA. Um dos projetos passa por levar o estádio para o continente africano após o Mundial de 2022.