O novo presidente da PT/Altice assegurou esta segunda-feira que o grupo mantém “intacta a sua sustentabilidade e capacidade de honrar os seus compromissos, bem como toda a credibilidade do projeto industrial que temos para as nossas operações no mundo”.

Numa mensagem enviada aos colaboradores da empresa em Portugal, Alexandre Fonseca sublinha ainda que a reorganização na gestão da Altice, que levou à substituição dos presidentes da sede e da PT, “não significa que a estratégia já definida seja alterada, pois continuaremos a implementação de um programa integrado e convergente nas áreas das comunicações, media e conteúdos e publicidade digital.” Sem no entanto referir, no concreto, a compra da Media Capital que ainda aguarda a luz verde de Autoridade da Concorrência, nem fazer alusão ao período de grande pressão que o grupo Altice vive nos mercados financeiros.

Alexandre Fonseca cita a mensagem que o presidente do grupo, Patrick Drahi, enviou aos trabalhadores da PT, para sublinhar os “valores fundamentais inerentes à nossa origem, nomeadamente o espírito empreendedor, a confiança, a paixão, a coragem e a determinação no alcance do sucesso”. Valores que diz, “nos fazem regressar às origens da Altice, que nos impulsionam a fazer crescer a Altice/PT, fazer mais e ir ainda mais longe”. Assume o compromisso de dar prioridade ao cliente a quem pretende proporcionar “uma experiência e utilização única dos nossos serviços”.

E ir mais longe, passa por desenvolver o negócio das telecomunicações, mas também por “procurar esse crescimento em novas áreas de atividade, criando parcerias estratégicas que permitam diversificar a nossa oferta, alargar o nosso espetro de atuação no mercado e aumentar a nossa influência e relevância na transformação digital das organizações e da sociedade portuguesa”.

Lembrando que a PT é o “único operador com atuação verdadeiramente nacional”, o novo presidente executivo estabelece como objetivos fazer evoluir a oferta, crescer a base de clientes e consolidar o crescimento, bem como reforçar a presença institucional e a capacidade de comunicação. Mas ir mais longe exige também “um processo de transformação do modo como trabalhamos” que passa por fazer diferente, ir mais longe, questionar o stuatus quo”, E essa transformação faz-se de “forma rápida, disruptiva e assertiva”.

Alexandre Fonseca despede-se com uma citação de José Saramago. “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo”.