O Seat 600 foi um dos modelos que, há 60 anos, ajudou a democratizar o automóvel na vizinha Espanha. Seis décadas depois, a marca espanhola repete a fórmula, no hoje em dia popular Mii. O qual, apesar de mais moderno, confortável e equipado, replica, de certa forma, a identidade dada a conhecer pelo pequeno 600, embora já com muitos genes germânicos – ou não fosse ele um irmão quase gémeo do Volkswagen up!

Sabia que…

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A Seat fabricou 800 mil unidades das várias séries do 600, entre 1957 e 1973. Números que não deixaram de ser impulsionados por uma forte procura, logo no primeiro ano de comercialização. Obrigando mesmo a marca espanhola, que não necessitava de mais que 40 horas para construir uma unidade do modelo, a multiplicar por seis o número de turnos, para conseguir responder às vendas dos concessionários.

Proposta de entrada na gama do fabricante de Barcelona, o Mii tem procurado alcançar, nestes seus seis anos de comercialização, o sucesso granjeado pelo 600. E se tal ainda não terá sido conseguido, a verdade é a Seat não se tem poupado a esforços. Desde logo, ao equipar o Mii com argumentos com que o 600 não podia sequer sonhar! E que procuram torná-lo também mais funcional, mais equipado, e melhor preparado para os tempos, bem mais competitivos, em que vivemos. Fique com cinco exemplos que demonstram como os tempos mudam… mas não a identidade.

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A capacidade da bagageira

Ao contrário do Seat 600, que tinha o seu pequeno motor na traseira e a bagageira à frente, o Mii troca de posições, ostentando o propulsor sob o capot dianteiro e remetendo as bagagens para a parte de trás. Facto que, entre outros argumentos, lhe permite reclamar uma capacidade de carga três vezes maior que no 600 (265 litros, contra apenas 68,5 litros). Ainda que com o Seat de 1957 a desforrar-se, graças ao facto de poder transportar tudo aquilo que coubesse, no tejadilho!

As portas

No modelo original de abertura inversa, também conhecidas como “portas suicidas”; no modelo mais recente de abertura dita normal, por questões de segurança e, também, devido à maior facilidade de construção. Mas a verdade é que a solução inicial permitia portas de dimensões generosas, o que facilitava enormemente o acesso aos lugares traseiros do Seat 600, onde também era possível acomodar até três passageiros.

Segurança

Há 60 anos, o Seat 600 tinha tudo aquilo que era obrigatório à época: volante, assentos, um painel de instrumentos com velocímetro, comandos para as luzes e pouco mais. Cintos de segurança? Rádio? Climatização? Encostos de cabeça? Sistemas de segurança? Isso era tudo coisas que não lhe diziam respeito! Mas das quais o actual Mii não prescinde.

Condução

Aqueles que já tiveram o “privilégio” de conduzir um Seat 600 terão retido na memória o enorme volante de ar(o) fino, justificado com o facto de o carro não ter assistência eléctrica e ser preciso fazer uma força quase titânica, nas manobras. Mas esse é um tempo que já lá vai, com a maior parte dos carros de hoje a não só contarem com assistência eléctrica de série, mas até mesmo com sistema de parqueamento automático – basta carregar num botão e o automóvel faz (quase) tudo sozinho.

Eficiência e potência

Numa altura em que tanto a eficiência como a potência não estavam propriamente no centro das preocupações dos condutores, o Seat 600 chegou ao mercado anunciando uma potência máxima de 25 cv, valor suficiente para lhe permitir atingir os 110 km/h de velocidade de ponta. Isto, com um consumo médio fixado entre os 7,8 e os 8 l/100 km. Comparativamente, o actual Mii de 60 cv anuncia consumos de 4,5 l/km, evidenciando uma diferença “tão-só” de 3,4 l/100 km, apesar dos 35 cv a mais de potência.

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