Os últimos dias já davam sinais de valorização para níveis recorde. E, na manhã desta quarta-feira, dia 29, as expetativas dos investidores confirmaram-se: a cotação da bitcoin atingiu e superou o valor recorde de 10 mil dólares por unidade, um marco histórico nos mercados. Só este ano, de acordo com a avaliação de vários analistas, o investimento nesta moeda virtual valorizou mais 800%, concluem os analistas ouvidos pela Fortune.

A valorização gigantesca confirma-se, apesar de todos os receios de volatilidade nos mercados ou mesmo das dúvidas sobre a sua identidade legal – ou até mesmo depois dos avisos feitos por vários responsáveis, como o presidente executivo do J.P. Morgan, Jamie Dimon, que acusa a moeda de ser uma fraude.

Bitcoin “é uma fraude”, avisa presidente-executivo do JP Morgan

Desde que a bolsa de matérias-primas de Chicago (a CME) decidiu passar a negociar contratos futuros da moeda digital, a bitcoin quase duplicou de valor. Considerado um investimento promissor para uns e uma “enorme bolha” para outros, o certo é que quem aplicasse uma quantia como 75 euros em 2011 — o ano em que a moeda começou a ganhar maior notoriedade — hoje poderia vender essas bitcoin por uma valor na ordem dos dois milhões e meio de euros, conforme o Observador explicou num artigo publicado esta semana.

75 euros em bitcoins (em 2011) comprariam hoje um T5 no Príncipe Real, em Lisboa

O principal interesse na moeda digital tem-se justificado, contudo, com um investimento especulativo, uma aposta de que a tecnologia das moedas digitais tem viabilidade. Há quem acredite, contudo, que a bitcoin e as criptomoedas sejam o futuro do dinheiro, baseado na tecnologia que faz o registo instantâneo de todas as transações, de forma aberta e transparente (o blockchain).