O Presidente da República vacinou-se esta quarta-feira contra a gripe, juntamente com o ministro da Saúde, no centro de saúde de Sete Rios, em Lisboa, e apelou a todos para que sigam o seu exemplo.

“Eu segui os conselhos da senhora diretora-geral da Saúde, que vi na televisão dizer: vacinar, vacinar, vacinar. E eu disse: é isso mesmo, vacinar”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, já depois de ter recebido a vacina.

Tendo ao seu lado o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, o chefe de Estado confessou que adiou a vacinação devido ao tempo quente: “O tempo foi ficando bom. E fui adiando, adiando. Agora, é não adiar”.

“O apelo que aqui faço é o de que todos sigam este exemplo, meu e do senhor ministro, que também se vacinou. Com uma diferença: eu pertenço a grupos de risco, porque já sou, não só sexagenário, mas idoso, portanto, acima de 65 anos”, acrescentou.

O Presidente da República referiu que “é dito que este ano a estirpe pode ser mais complicada”, porque o vírus da gripe “vai ganhando resistência de ano para ano”, e aconselhou: “Mais vale prevenir do que remediar. Eu estou aqui a prevenir”.

Questionado se vacinou o Governo contra o vírus da instabilidade, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a desvalorizar “divergências” e reiterou a convicção de que o atual executivo “vai até ao fim da legislatura”.

“Estou convencido que sim. E estou convencido, não é por um palpite, é pelos contactos que tenho tido com os partidos que servem de base de sustentação do Governo, que não confundem aquilo que são divergências ao longo do percurso com o compromisso de levar o Governo até ao fim da legislatura”, justificou.

O chefe de Estado evitou falar da eventual mudança do Infarmed para o Porto nesta ocasião, argumentando que há tempo para tratar desse assunto e que, neste momento, a prioridade é a vacinação contra a gripe.

“Essa prioridade deve mobilizar os portugueses nas próximas semanas. Estamos a menos de um mês do Natal, depois não se queixem se, de repente, descer a temperatura e vier o mau tempo. É esta a prioridade”, afirmou.

No seu entender, existe a consciência generalizada de que a gripe mata pessoas todos os anos e da importância da vacinação.

“Mas, o português é assim: se puder deixar para a última hora, deixa para a última hora. Também me acontece a mim muitas vezes”, considerou.

O Presidente da República chegou ao centro de saúde de Sete Rios e vacinou-se antes da hora prevista, 15:00. No local, esteve também a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.