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Modelo icónico na oferta do construtor norte-americano Jeep, o Wrangler prepara-se para lançar no mercado a sua mais recente geração, que a própria marca norte-americana descreve como “um carro totalmente novo” e “melhor em tudo”: potência, equipamento e até mesmo nas capacidades off-road.

A ter perdido alguma coisa, o novo Wrangler só perdeu mesmo peso”, comentou já o director-geral da Jeep nos EUA, Mike Manley.

Começando precisamente por aí, o novo Wrangler anuncia uma diminuição de quase 100 kg no peso total, face ao antecessor. O emagrecimento resulta da adopção de uma nova estrutura, fabricada com aço de maior resistência e rigidez, a que se juntam depois painéis da carroçaria em alumínio, além de um capot, portas e moldura do pára-brisas, em materiais ultraleves. Sendo que também o portão traseiro é agora fabricado em alumínio e magnésio, ao passo componentes como as janelas traseiras ou as barras de protecção continuam a ser em aço. Algo que a marca explica com a necessidade de garantir melhores resultados nos testes de segurança, do que acontecia com o anterior modelo.

Exterior mais funcional e moderno

Nesta geração com o nome de código JK, o novo modelo conta com várias alterações em termos de design exterior. Desde logo, um pára-brisas mais alto e também mais fácil de rebater – antes, era preciso retirar 28 parafusos. A grelha frontal e as ópticas dianteiras também foram mexidas, sem esquecer o pára-choques dianteiro, onde passa a estar o logótipo da marca, e os pára-lamas. Os quais passam a integrar não só as luzes de mudança de direcção, como as próprias luzes de dia. Sendo que, no caso das versões com ópticas em LED, estas contam igualmente com uma assinatura visual circular, também em LED.

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Em matéria de pormenores, destaque ainda para a manutenção das dobradiças das portas na parte exterior, com o fabricante a admitir poder vir a mudar as pegas para algo mais tradicional, caso o feedback dos clientes acabe por ir nesse sentido.

Na traseira, o destaque vai para aquilo que a Jeep diz ser o primeiro instalado num Wrangler, e que consiste num pequeno “lábio” colocado logo abaixo do óculo traseiro, também ele maior. Além de com a escova do limpa-vidros fixada já não no topo do vidro, mas no portão, com o motor escondido pelo pneu sobressalente.

Olhando para trás

Referência obrigatória para a primeira câmara traseira presente num Wrangler, solução que visa garantir melhor visibilidade para trás, algo para o qual também contribui a possibilidade de rebater os encostos de cabeça dos bancos traseiros –mais uma estreia.

Face ao antecessor, o novo Wrangler apresenta o eixo dianteiro avançado em cerca de 3,8 cm, também como forma de integrar a nova caixa automática de oito velocidades, ao passo que o eixo traseiro foi recuado em 2,5 cm, no caso da carroçaria de duas portas, e em 3,8 cm, na de quatro portas. Neste caso, com o objectivo de melhorar a habitabilidade.

Como tejadilho, passam a existir três opções: uma capota rígida com painéis removíveis; uma capota de lona, de instalação e remoção manual mais fácil; e uma segunda capota em lona, que é mais um enorme tecto de abrir de accionamento eléctrico do que propriamente um tejadilho amovível.

Motores

Já no capítulo dos motores, e no caso concreto do mercado americano, o novo Wrangler mantém como referência um V6 3,6 litros, que tanto pode ser acoplado a uma caixa manual de seis velocidades, como a uma caixa automática de oito relações. Debita 285 cv e 353 Nm de binário, anunciando também melhores consumos.

A motorização de entrada é um quatro cilindros 2,0 litros turbo, com 268 cv e 400 Nm que, além de acoplado a uma caixa automática, conta com um sistema eléctrico acessório com bateria de 48V e alternador. Segundo a Jeep, tal garante não apenas uma melhor performance no pára-arranca, como uma maior capacidade de aceleração no arranque. Não tendo, por outro lado, quaisquer influências nas virtudes fora de estrada do modelo.

Para mais tarde, a Jeep tem ainda previsto introduzir um novo turbodiesel 3,0 litros, do qual não existe ainda qualquer informação.

Rubicon continua o mais aventureiro

Entre as diferentes versões, o Rubicon continua a assumir-se como Wrangler mais apto para o offroad, por ser mais alto, graças a pneus de 33” especialmente vocacionados para o todo-o-terreno. Mas também por ser proposto tanto com bloqueios do diferencial dianteiro e traseiro, como com barras estabilizadoras desligáveis electronicamente. Não lhe faltando sequer pára-lamas mais altos, de forma a acomodar pneus que podem ir até às 35″.

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Já em estrada, a Jeep acredita que o comportamento será melhor que o do antecessor, graças quer a uma base rolante mais longa, mas também em virtude de vários melhoramentos na suspensão, uma direcção com assistência electro-hidráulica, além de um melhor raio de viragem.

O interior

O principal responsável do design na Jeep, Ryan Patrice Joyce, afirma que os passageiros vão certamente gostar “do habitáculo mais refinado alguma vez feito para um Wrangler”. A que se junta uma maior funcionalidade, cortesia de novos comandos, de uso mais simples, para os desafios offroad, por exemplo. Por outro lado, a nova consola central é mais larga e iluminada, tendo capacidade para acomodar até cinco smartphones, entrada USB e espaço suficiente para um iPad.

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Ainda a pensar no conforto e na funcionalidade, melhores encostos de braços e bolsas nas portas, as quais são agora mais fáceis de retirar, a par de um tablier com um novo painel de instrumentos e computador digital a cores, botões de abertura dos vidros das portas, mais entradas USB e tomada de 15V. Sem esquecer os acabamentos em metal ou, no domínio do equipamento, sistemas como o de alerta de ângulo morto e aviso de embate iminente à frente, com travagem automática. De fora fica, no entanto, a manutenção na faixa de rodagem.