O cidadão português que tinha sido raptado na Nigéria no final de outubro foi encontrado morto, confirmou fonte da secretaria de Estado das Comunidades à agência Lusa e ao Observador. “O Ministério dos Negócios Estrangeiros teve hoje conhecimento da morte do cidadão português raptado a 23 de outubro na região de Kogi, na Nigéria”, referiu fonte do gabinete de José Luís Carneiro à agência Lusa.

“Foi com muita tristeza e profundo pesar que tive conhecimento do desfecho do rapto deste português. Vivemos desde a primeira hora o drama desta família. E com ela sofremos a sua dor neste momento. Resta-nos, agora, continuar apoiá-la”, declarou o secretário de Estado das Comunidade Portuguesas, José Luís Carneiro, numa mensagem enviada à Lusa.

Segundo as informações do gabinete do secretário de Estado das Comunidades, “na ocasião foram mortos dois polícias que acompanhavam esse cidadão. Desde então, e até hoje, todas as entidades do Estado português cooperaram com as autoridades nigerianas na tentativa de obter a sua libertação”.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas já apresentou as condolências à família e informou do total apoio consular e diplomático nas diligências relativas à realização da autópsia e à transladação do corpo para Portugal. Ainda de acordo a fonte, “a entidade patronal do cidadão, a autarquia do Marco de Canaveses e os serviços consulares cooperarão para garantir todo o apoio social necessário”.

O cidadão português foi raptado no estado de Kogi, na Nigéria, na sequência de um tiroteio iniciado por um grupo de 15 homens armados, que causou também a morte de dois polícias, a 23 de outubro. O porta-voz do comando da polícia do estado nigeriano, William Aya, disse, na ocasião do rapto, que os 15 homens armados estavam escondidos numa vegetação próxima de uma zona de obras onde se reabilitava uma estrada.

O português raptado, identificado como José Machada, engenheiro civil, estava juntamente com outros expatriados e também nigerianos a inspecionar o projeto quando surgiram os homens armados. Segundo William Aya, os dois polícias – Ezekiel Negedu, inspetor, e Gini John, sargento – estavam a vigiar a obra quando começou o ataque. Este ano, cerca de mil pessoas foram raptadas na Nigéria.