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Coreia do Norte

EUA ameaçam com “total destruição” da Coreia do Norte

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Estados Unidos da América apelaram à comunidade internacional que corte relações com a Coreia do Norte. E embaixadora na ONU avisou: se os ataques continuarem, a Coreia será destruída.

Getty Images

Os Estados Unidos da América (EUA) pediram aos outros países que rompam todas as relações com a Coreia do Norte. O pedido surge no seguimento do lançamento do míssil balístico pelo regime de Pyongyang, na terça-feira, e que seria capaz de alcançar “todo o território dos EUA”. Se os ataques continuarem, “o regime norte-coreano será totalmente destruído”, avisam os EUA, de acordo com o jornal El Español.

“Hoje, pedimos a todas as nações que cortem os laços com a Coreia do Norte”, disse a embaixadora norte-americana Nikki Haley ao Conselho de Segurança da ONU. O que a diplomata pediu foi então que a comunidade internacional impeça todas as importações e exportações e que expulse todos os trabalhadores da Coreia do Norte dos seus territórios, insistindo para que tratem o país como “marginalizado”.

Haley afirmou que Donald Trump pediu ao homólogo chinês, Xi Jinping, que suspenda o fornecimento para a vizinha Coreia do Norte, relembrando que quando Pequim deu esse passo em 2003, Pyongyang concordou em negociar. “Ninguém pode duvidar de que o ditador norte-coreano seja cada vez mais agressivo na sua obsessão com a energia nuclear”, afirmou Haley, sustentando que, na terça-feira, Kim Jong-un “tomou uma decisão que aproxima o mundo da guerra”.

Alianças, parcerias e ataques

Durante o dia, o presidente dos EUA falou com o seu homólogo chinês, Xi Jinping. A China é o maior aliado da Coreia do Norte, com quem partilha uma grande fronteira e relações comerciais. A Coreia do Norte lançou na quarta-feira (ainda terça-feira em Portugal) um míssil balístico capaz de transportar uma grande ogiva nuclear e chegar a todo o território dos Estados Unidos.

A televisão estatal da Coreia do Norte anunciou o lançamento “bem sucedido” – o primeiro em Pyongyang após dois meses e meio sem realizar testes balísticos -, que foi autorizado e testemunhado pessoalmente pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un. O míssil registou o maior alcance alguma vez conseguido por um projétil norte-coreano, o que representa um avanço perigoso no programa de armamento deste país.

Alguns especialistas acreditam que o míssil teria capacidade para ter viajado num voo normal com mais de 13 mil quilómetros, o suficiente para chegar a Washington ou a qualquer parte continental dos Estados Unidos.

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, anunciou que o seu governo defende novas sanções contra a Coreia do Norte, a quem pediu para abandonar os ensaios e respeitar a legalidade. Além disso, Nauert leu uma declaração da secretária de Estado, Rex Tillerson, na qual anunciou que irá propor, juntamente com o Canadá, avançar na próxima reunião do Comando das Nações Unidas com o contingente que controla a Zona Conjunta de Segurança que separa as duas Coreias.

Além de Washington, Tóquio, Seul, Moscovo e Paris foram algumas das primeiras vozes internacionais a condenarem o novo teste balístico norte-coreano. A última resolução de sanções da ONU, em setembro, impôs uma restrição no fornecimento de petróleo à Coreia do Norte.

A diplomata insistiu que os EUA não querem conflitos e que, se isso ocorrer, será devido aos “repetidos atos de agressão” da Coreia do Norte.

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