Na noite desta terça-feira, a Coreia do Norte voltou a disparar um míssil balístico intercontinental — o último havia sido lançado em setembro.

Horas depois, num comício em St. Charles, no estado de Missouri, o Presidente norte-americano Donald Trump voltou ao bate-boca (não é a primeira vez que ambos se ofendem) com Kim Jong-un, referindo-se primeiro ao líder norte-coreano como “pequeno homem-foguetão” e, depois, endurecendo o discurso, “cachorro doentio”.

A plateia, que até se dirigira ao comício para ouvir falar de reforma fiscal, reagiu com aplausos.

Donald Trump voltou também a assegurar que os Estados Unidos preparam “mais sanções” contra a Correia do Norte — e contra os países que estabeleçam relações comerciais e diplomáticas com Pyongyang –, sanções essas que vão entrar em vigor já nesta quinta-feira.

Os Estados Unidos impuseram sanções a 21 de novembro contra treze entidades encarregadas do transporte marítimo e terrestre na Coreia do Norte, sanções essas que tinham como intuito pressionar Pyongyang a terminar com os ensaios de mísseis balísticos e demais aspirações nucleares. As sanções foram divulgadas pouco tempo depois de Trump ter voltado a remeter a Coreia do Norte a lista de países “patrocinadores do terrorismo”, uma lista da qual o país tinha saído há quase uma década, ainda com George W. Bush na Casa Branca.

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Na assembleia-geral da ONU, em setembro, Donald Trump foi duro quanto aos programas nucleares norte-coreanos e ameaçou “destruir totalmente” a Coreia do Norte se Pyongyang continuasse com as “provocações”. Por várias vezes, Trump afirmou também que não descarta uma ação militar contra o regime de Pyongyang, uma vez que, disse, “anos de diálogo não serviram para nada”.

Desde a sua tomada de posse que o Presidente norte-americano tem trocado insultos com Kim Jong-un. Acusado por Jong-un de ser um “velho e desequilibrado mental”, Trump referir-se-ia a este como “cão assustado” ou “criminoso” que gosta de “brincar com fogo”.