A FIFA voltou a negar por completo essa teoria das bolas quentes e frias no sorteio do Mundial, que Joseph Blatter levantou há um ano, mas Argentina e Nigéria parecem mesmo destinadas a cruzarem-se em Campeonatos do Mundo: na sexta vez que os africanos chegam à fase final, encontram pela quinta vez os sul-americanos. E com outra particularidade: a Albiceleste ganhou sempre. Mas com Croácia e Islândia no grupo D, de longe um dos mais fortes na Rússia em 2018, isso pode não querer dizer muito…

Lionel Messi, Kun Agüero, Angél Di María, Gonzalo Higuaín, Paulo Dybala, Mauro Icardi, Joaquín Correa, Darío Benedetto, Cristian Pavón. E podíamos continuar. A Argentina, sobretudo na parte ofensiva, é uma autêntica constelação de estrelas, mas a verdade é que chegou ao último jogo da qualificação em risco de falhar o Mundial. Como se explica isso? Grandes jogadores não fazem grandes equipas e essa máxima aplica-se em pleno aos comandados de Jorge Sampaoli, o técnico que assumiu o cargo durante o apuramento mas que a única coisa que deu, para já, foi mais “coração” naquele seu estirlo aguerrido na zona técnico que ocupa no relvado. Aqui, a diferença entre 2014 (finalista vencido) e as anteriores cinco participações (onde nunca passou dos quartos-de-final) é simples: com Messi bem fisicamente e uma equipa taticamente disciplinada, a Argentina é uma das favoritas; sem uma dessas duas, perde esse estatuto.

Depois, há dois exércitos de guerreiros prontos para discutir a passagem aos oitavos-de-final: por um lado, a Croácia, uma equipa com muita qualidade, que deixou excelentes indicações no Europeu de 2016 (apesar da eliminação logo após a fase de grupos, no prolongamento, contra Portugal) e que tem jogadores espalhados pelas melhores equipas europeias; por outro, a Islândia, estreante em fases finais do Mundial que foi a grande surpresa no último Europeu, tendo mesmo eliminado a Inglaterra (o que gerou um baby boom no país exatamente nove meses depois desse jogo) antes de cair com a França. E a Nigéria? É uma incógnita. E, como sempre, tanto pode superar as expetativas como sair da Rússia sem pontos…

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O BI do grupo D do Campeonato do Mundo em sete pontos

ARGENTINA
Alcunha: La Albiceleste (A Alviceleste)
Participações no Mundial e melhor classificação: 17.ª participação (campeã em 1978 e 1986)
Qualificação (América do Sul): 3.º lugar com 28 pontos em 18 jogos (Equador, 0-2 em casa e 3-1 fora; Paraguai, 0-0 fora e 0-1 em casa; Brasil, 1-1 em casa e 0-3 fora; Colômbia, 1-0 fora e 3-0 em casa; Chile, 2-1 fora e 1-0 em casa; Bolívia, 2-0 em casa e 0-2 fora; Uruguai, 1-0 em casa e 0-0 fora; Venezuela, 2-2 fora e 1-1 em casa; Peru, 2-2 fora e 0-0 em casa)
Treinador: Jorge Sampaoli (argentino)
Estrela: Lionel Messi (Barcelona)
Goleador: Lionel Messi (Barcelona)
Promessa: Dybala (Juventus)

CROÁCIA
Alcunha: Vatreni (Os Blazers)
Participações no Mundial e melhor classificação: 6.ª participação (3.º lugar em 1998)
Qualificação (Europa): 2.º lugar no grupo I com 20 pontos em 10 jogos (Turquia, 1-1 em casa e 0-1 fora; Kosovo, 6-0 fora e 1-0 em casa; Finlândia, 1-0 fora e 1-1 em casa; Islândia, 2-0 em casa e 0-1 fora; Ucrânia, 1-0 em casa e 2-0 fora) e vitória no playoff (Grécia, 4-1 em casa e 0-0 fora)
Treinador: Zlatko Dalic (croata)
Estrela: Luka Modric (Real Madrid)
Goleador: Mario Mandzukic (Juventus)
Promessa: Marko Pjaca (Juventus)

ISLÂNDIA
Alcunha: Strakarnir okkar (Os nossos Rapazes)
Participações no Mundial e melhor lugar: 1.ª participação
Qualificação (Europa): 1.º lugar no grupo I (Ucrânia, 1-1 fora e 2-0 em casa; Finlândia, 3-2 em casa e 0-1 fora; Turquia, 2-0 em casa e 3-0 fora; Kosovo, 2-1 fora e 2-0 em casa; Croácia, 1-0 em casa e 0-2 fora)
Treinador: Heimir Hallgrímsson
Estrela: Gylfi Sigurdsson (Everton)
Goleador: Alfred Finnbogason (Augsburgo)
Promessa: Hjörtur Hermannsson (Bröndby)

NIGÉRIA
Alcunha:
As Super Águias
Participações no Mundial e melhor classificação: 6.ª participação (16-avos-de-final em 1994)
Qualificação (África): vitória na 2.ª fase (Suazilândia, 0-0 fora e 2-0 em casa) e 1.º lugar no grupo B da 3.ª fase com 14 pontos em 6 jogos (Zâmbia, 2-1 fora e 1-0 em casa; Argélia, 3-1 em casa e 1-1 fora; Camarões, 4-0 em casa e 1-1 fora)
Treinador: Gernot Rohr (alemão)
Estrela: John Obi Mikel (Tianjin Teda)
Goleador: Ahmed Musa (Leicester)
Promessa: Alex Iwobi (Arsenal)

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