O presidente dos Estados Unidos teve um fim de semana agitado. Donald Trump decidiu reagir ao mais recente escândalo da sua administração – Michael Flynn, antigo conselheiro e segurança, admitiu ter mentido ao FBI – através de vários tweets enfurecidos. O New York Times escreve esta segunda-feira que “este foi o ataque mais duro a uma agência independente”.

Sábado de manhã, Trump começou por escrever que teve de despedir Michael Flyyn porque mentiu ao vice-presidente e ao FBI. Este primeiro tweet levantou suspeitas de que o presidente sabia das mentiras de Flynn quando o despediu – em fevereiro. De seguida, Donald Trump atacou a agência e o Departamento de Justiça por não terem sido igualmente duros aquando da investigação aos e-mails da então secretária de Estado Hillary Clinton.

“O general Flynn mente ao FBI e vê a vida destruída, enquanto a “torta” Hillary Clinton, nesse famoso “interrogatório” do FBI sem gravação, mente muitas vezes…e nada lhe acontece?”, escreveu o presidente norte-americano, acrescentando “sistema manipulado ou apenas padrões diferentes?”.

No domingo, Donald Trump voltou a apontar o foco a Michael Flynn e ao demitido diretor do FBI James Comey. Em junho, o antigo líder da agência de investigação disse ao Comité de Inteligência do Senado que tinha sido forçado pelo presidente a fechar a investigação a Flynn. Trump respondeu – novamente no Twitter: “Nunca pedi ao Comey para parar de investigar o Flynn. São só mais ‘fake news’ a cobrir outra mentira do Comey!”.

Mais tarde, o presidente dos Estados Unidos acrescentou que “depois de anos de Comey, com a investigação falsa e desonesta a Clinton, a gerir o FBI, a sua reputação está em farrapos – a pior da História!”.

O antigo assessor para a Segurança Nacional do Presidente Donald Trump, Michael Flynn, declarou-se na sexta-feira culpado por mentir ao FBI, no dia em que um juiz federal informou que o general reformado está a cooperar com a justiça norte-americana.

“Sim, senhor”, respondeu o general Flynn diante de um juiz num tribunal federal em Washington, depois de ter sido acusado pelo procurador especial Robert Mueller, na quinta-feira, de fornecer declarações “falsas, imaginárias e fraudulentas”. A investigação desenvolvida pelo procurador especial Robert Mueller refere-se à alegada interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016 e o possível envolvimento de outros altos funcionários da Administração Trump no caso.