Rádio Observador

Brexit

Fronteira com a Irlanda trava acordo do Brexit

Theresa May e Jean-Claude Juncker reuniram-se esta segunda-feira para fechar a primeira fase de negociações do Brexit, mas um desacordo britânico na questão da fronteira com a Irlanda travou o acordo.

JOHN THYS/AFP/Getty Images

Theresa May e Jean-Claude Juncker não conseguiram concluir o acordo na primeira fase de negociações do ‘Brexit’. A culpa, ao que tudo indica, é do Partido Democrático Unionista (DUP), da Irlanda do Norte, que garante a maioria no parlamento dos conservadores da primeira-ministra britânica. May estava disposta a fazer algumas cedências relativamente à questão da fronteira com a Irlanda, mas os unionistas recusaram aceitá-las.

Numa fase inicial acreditava-se que ambos os lados iriam conseguir chegar a um acordo, não só em questões financeiras e dos direitos dos cidadãos, mas também na da fronteira com a Irlanda. Nesta última, as conversas entre a primeira-ministra britânica e a presidente da Comissão Europeia não deram em nada.

Após a reunião com Jean-Claude Juncker, a primeira-ministra britânica afirmou em conferência de imprensa que “permanecem algumas diferenças que requerem mais negociação e consulta” e que iria voltar a Bruxelas no final da semana para nova ronda de negociações.

Juncker, por sua vez, afirmou que o diálogo não tinha falhado mas admitiu que “não foi possível chegar a um completo acordo”. O presidente da Comissão Europeia descreveu May como uma “negociadora dura”, mas disse que se entendiam na “maioria das questões” — “apenas duas ou três estão abertas a discussão”, disse.

A proposta dizia que a Irlanda do Norte e a Irlanda manteriam um “alinhamento regulatório” mesmo se o Reino Unido e a União Europeia não conseguissem concluir um acordo comercial. Isto significaria que a Irlanda do Norte teria de manter normas e diretivas comerciais com a Irlanda como se ainda pertencesse à UE, bem como permanecer com uma fronteira aberta e adotar leis diferentes do restante Reino Unido. Os unionistas do DUP recusaram aceitar este acordo, que o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, disse ter sido aprovado esta manhã por May.

Pouco tempo depois das declarações de May e Juncker, Varadkar disse estar “desapontado” por o governo do Reino Unido “não estar numa posição de aprovar o que foi acordado” esta segunda-feira, mas manteve-se confiante de que May está a negociar em “boa fé”.

A líder do DUP, Arlene Foster, considerou que a “Irlanda do Norte deve deixar a União Europeia nos mesmos termos que o Reino Unido” e disse não aceitar “qualquer forma de divergência regulatória que separe a Irlanda do Norte económica e politicamente do restante Reino Unido”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Brexit

Pode haver acordo em Bruxelas /premium

João Marques de Almeida

O Brexit já acabou com dois líderes conservadores. Desconfio que também acabará com um líder trabalhista. A Europa não divide apenas os conservadores. Também divide, e muito, os trabalhistas.

Brexit

A “outra” democracia /premium

Diana Soller

Tem-se dito muitas vezes que o Reino Unido está a pagar o preço por não ter uma constituição. Há motivos mais profundos: a tensão entre dois regimes com nomes parecidos mas intenções muito diferentes

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)