O Presidente francês Emmanuel Macron expressou esta segunda-feira ao seu homólogo norte-americano a sua preocupação perante a possibilidade de Donald Trump mudar a embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém.

Numa conversa telefónica, “o Presidente francês expressou a sua preocupação pela possibilidade de os Estados Unidos reconhecerem unilateralmente Jerusalém como capital do Estado de Israel”, segundo Macron.

O chefe de Estado francês “recordou que a questão do estatuto de Jerusalém terá de ser resolvida no âmbito das negociações de paz entre israelitas e palestinianos, visando, nomeadamente, o estabelecimento de dois Estados que vivem lado a lado em paz e segurança com Jerusalém como capital”.

Recentemente, segundo o vice-presidente norte-americano, o presidente dos EUA admitiu transferir a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Telavive para Jerusalém apesar de, a 7 de outubro, ter garantido o contrário.

Em 7 de outubro, Donald Trump indicou que, ao contrário de uma das suas promessas de campanha, a embaixada norte-americana em Israel não seria deslocada de Telavive para Jerusalém antes de tentar relançar o processo de paz israelo-palestiniano.

No início de junho, a Casa Branca anunciou que Donald Trump tinha finalmente decidido adiar a sua decisão, pelo menos durante seis meses.

Este ‘dossier’ foi, entretanto, atribuído ao seu genro Jared Kushner, de origem judaica e encarregado pelo Presidente de relançar o processo de paz, bloqueado desde a primavera de 2014.

A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da sua parte oriental conquistada em 1967, e a generalidade das embaixadas estrangeiras permanecem instaladas em Telavive.

Israel considera a Cidade santa a sua capital “eterna e reunificada”, mas os palestinianos defendem pelo contrário que Jerusalém-leste deve ser a capital do Estado palestiniano ao qual aspiram, num dos principais diferendos que opõem as duas partes em conflito.