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No final de 2017, Amazon vai ter 75 mil robôs. Ao mesmo tempo, 170 mil pessoas ficam sem emprego

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O crescimento da Amazon está a destruir o mercado das vendas a retalho norte-americano. A indústria vai perder 170 mil postos de trabalho este ano. Enquanto isso, a Amazon emprega 75 mil robôs.

Getty Images

Todos os que ouviram o robô Sophia a falar na Web Summit, perceberam que a ideia de vermos a inteligência artificial ficar com os nossos empregos não está assim tão distante. E a Amazon é talvez o maior exemplo do investimento em robôs em detrimento dos humanos.

A Amazon está a crescer. No final de 2016, era o oitavo maior empregador dos Estados Unidos. Para juntar a isto, a empresa de comércio eletrónico está a planear construir uma segunda sede norte-americana que vai criar 50 mil novos postos de trabalho. Mas o crescimento tem um custo. E além da fama de criar emprego, a Amazon também é conhecida por destruir os concorrentes e causar despedimentos coletivos. Nos últimos meses, a empresa tem investido na robótica e na inteligência artificial como solução para automatizar a produção – enquanto os principais concorrentes vivem dificuldades económicas e deixam milhares no desemprego.

A Quartz debruçou-se sobre o assunto e apresenta várias conclusões. Assumindo que a tendência de mercado se mantém inalterada até ao final do ano, o número de funcionários nas empresas concorrentes da Amazon vai cair 1%: o equivalente a 170 mil postos de trabalho.

Mas o principal ponto da investigação da Quartz é a inteligência artificial. A Amazon já “empregou” 55 mil robôs este ano e é expectável que este número continue a subir. A empresa de comércio online está a planear juntar à sua frota mais 20 robôs até ao final do ano: um total de 75 mil. Não é difícil, portanto, encontrar um relação de correlação entre o declínio de postos de trabalho para humanos e o aumento dos mesmos para robôs.

O Seattle Times conta que, numa conferência em abril, o CFO da Amazon disse que a empresa “mudou, outra vez, a automatização, o tamanho, a escala, e continuam a aprender e a crescer nesse campo”. Brian Olsavsky ainda acrescentou que o número de robôs a trabalhar varia de armazém para armazém: “uns são completamente controlados por robôs, outros não têm qualquer robô”. O salto que catapultou a Amazon para longe das outras empresas aconteceu em dezembro, quando anunciou que tinha completado com sucesso a primeira entrega feita por um drone.

O crescimento e a eficiência da Amazon – conduzidos pela inteligência artificial e pela automação – são o motivo pelo qual a presença da empresa na bolsa está a correr tão bem. A Amazon está a aumentar o investimento em robótica e espera-se que as máquinas representem 20% do total de funcionários até ao final do ano.

O crescente exército de robôs da empresa podem parecer boas notícias; mas a verdade é que também está a destruir os postos de trabalho dos humanos.

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