A noite teve muito FC Porto e com uma figura principal: Aboubakar. É certo que os laterais Ricardo Pereira e Alex Telles voltaram a ter papel de destaque, Danilo fez outro jogo monstruoso e Brahimi desequilibrou como é costume, mas foi dos pés do camaronês que nasceram os três primeiros golos. Também para si, foi uma noite especial.

Num registo que andava a adiar há três jogos, o dianteiro que esteve no ano passado emprestado ao Besiktas e que passou pelo Valenciennes e pelo Lorient antes de chegar ao Dragão marcou, logo aos nove minutos do encontro com os franceses, o seu 100.º golo como sénior, quase metade com a camisola azul e branca (mais tarde, aos 34′, ampliou a marca para 101 remates certeiros, 43 pelos portistas).

Ao mesmo tempo, ao bisar diante do Mónaco, o avançado tornou-se apenas o quarto jogador na história do FC Porto a marcar cinco ou mais golos na fase de grupos da Champions, depois de Zahovic (1998), Jardel (1999) e Jackson Martínez (2014). Mas os pontos de contacto com os dianteiros sul-americanos não ficam por aqui.

Naquela que é a melhor campanha de azul e branco na Liga milionária (cinco golos), depois de ter marcado três em cada nas anteriores, Aboubakar juntou-se ao restrito lote de jogadores com dez ou mais golos na competição pelos dragões, atrás de Jardel (19), Lucho González (13), Lisandro López (13) e Jackson Martínez (12).

Assim se justificou um dado paralelo à 14.ª qualificação do FC Porto para a fase seguinte em 22 participações na Liga dos Campeões: com a goleada desta noite, os comandados de Sérgio Conceição conseguiram a segunda campanha mais realizadora da sua história na fase de grupos, apenas superada pelos 16 golos em 2014/15.