O papa Francisco fez hoje um apelo à comunidade internacional para trabalhar conjuntamente na construção de “um mundo sem armas nucleares”, em prol da paz e do progresso.

O pontífice fez estas reflexões depois da oração do “Angelus” dominical, na varanda do palácio apostólico do Vaticano.

“Hoje será entregue o Prémio Nobel da Paz à Campanha pela Abolição das Armas Nucleares. Este reconhecimento coincide com o Dia das Nações Unidas para os Direitos Humanos e isto demonstra a forte ligação entre os direitos humanos e o desarmamento nuclear”, afirmou perante milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro para o ouvir.

“De facto, esforçar-se para proteger a dignidade de todas as pessoas, especialmente as mais débeis e necessitadas, significa trabalhar com determinação para construir um mundo sem armas nucleares”, sublinhou.

No final, defendeu a colaboração conjunta para alcançar este objetivo: “Temos a liberdade, a inteligência, a capacidade de desenvolver tecnologia, de limitar o nosso poder, ao serviço da paz e do verdadeiro progresso”.

Francisco criticou a existência de armas nucleares em várias ocasiões durante o seu pontificado, concretamente no mês passado, durante um seminário no Vaticano, para condenar com firmeza a ameaça de usar e possuir este armamento, pelas consequências que pode ter para a humanidade.

No dia 02, no voo de regresso da visita à Birmânia e ao Bangladesh, o papa voltou a referir esta questão, afirmando que a posse e uso destas armas está “no limite da licitude”.