PSD

Rui Rio: “O partido estava um bocado amorfo e a perder militantes”

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Rui Rio faz um balanço "bastante positivo" da campanha e mostra-se convicto de que irá suceder a Pedro Passos Coelho à frente dos sociais-democratas. E acredita que o PSD pode revitalizar-se.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

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  • Agência Lusa
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A praticamente um mês da eleição do novo presidente do PSD, o candidato Rui Rio faz um balanço “bastante positivo” da campanha, e mostra-se convicto de que irá suceder a Pedro Passos Coelho à frente dos sociais-democratas.

A campanha “corre bem porque tenho muitos apoiantes, do ponto de vista do partido corre bem porque vêm muitas pessoas às salas, [mas] admito que ao meu adversário também vão”, afirmou Rui Rio em declarações à agência Lusa, sublinhando: “Só posso fazer um balanço positivo”.

Estas eleições diretas para o PSD estão a ser muito positivas, porque o partido estava um bocado amorfo, acabou de sair de umas eleições autárquicas com um resultado muito mau, que sucederam a umas outras que também já tinha sido muito mau, teve até aqui muita perda de militantes, que agora aparentemente está a recuperar”.

Depois de o ainda presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ter anunciado em 3 de outubro que não se recandidatava ao cargo que ocupa desde 2010, foram precisos apenas dez dias para que o partido tivesse dois candidatos à liderança — Rui Rio e Pedro Santana Lopes. O prazo para a entrega de candidaturas termina a 2 de janeiro de 2018, mas é improvável que surjam novos candidatos.

As eleições diretas realizam-se a 13 de janeiro e o Congresso entre 16 e 18 de fevereiro, em Lisboa.

Rui Rio apresentou-se aos militantes em Aveiro, em 11 de outubro, com um discurso curto, sem perguntas, enquanto o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes apresentou a sua candidatura a 22 de outubro em Santarém e falou durante uma hora aos militantes, respondendo no final a perguntas dos jornalistas.

Sobre o desfecho deste confronto partidário, o “politicamente correto é dizer: Tenho a certeza, nem ponho outra hipótese, [mas] para ser sincero acho que vou ganhar”, elencou Rio. “Por aquilo que eu tenho visto, francamente acho que sim (…) mas certeza vou ter no dia 13 de janeiro”, afirmou.

Apontando que poderá “eventualmente, como tem acontecido, fazer um comentário ou outro a situações da política nacional”, durante o tempo de campanha que resta, o candidato vincou que “não se deve eleger um presidente do partido por aquilo que foi o comentário dele a uma situação conjuntural durante a campanha”.

“Deve-se eleger o presidente do partido por aquilo que são as suas ideias, a firmeza das suas convicções”, defendeu, acrescentando que não vai mudar a mensagem que tem transmitido aos sociais-democratas.

As mensagens que vou deixando não vão variar muito, porque são as minhas convicções e as minhas ideias. Podem é ser apresentadas de uma forma diferente, com outras palavras, mas as ideias não deixam de ser sempre as mesmas”, referiu.

Dois meses depois da apresentação da candidatura, Rio já deu a volta ao país, tendo estado em todos os distritos e nas duas regiões autónomas.

“Em todas as salas por onde tenho passado estão sempre muitos militantes”, considerou, recordando que as maiores sessões que teve foram no Porto, no Funchal e em Lisboa.

Uma “característica muito interessante” destas sessões, é o facto de estarem “militantes que já não vinham ao PSD, já não vinham a uma reunião partidária há anos”, e também se encontram no mesmo espaço “militantes que normalmente não estão juntos, que são de fações distintas, têm aquelas animosidades locais”.

Apesar de “não haver tempo” para uma nova volta nacional, Rio admitiu voltar a alguns distritos onde já foi “há muito tempo” ou “distritos que têm duas cidades mais ou menos equivalentes em termos do número de militantes”.

Daqui para a frente, “vamos continuar com os militantes, mas com um pouco mais de presença na comunicação social”.

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