A Apple comprou a Shazam, a empresa responsável pela aplicação de reconhecimento de música com o mesmo nome. Depois de o Tech Crunch avançar rumores de uma possível aquisição pela empresa criadora do iPhone, o mesmo meio confirmou esta segunda-feira que o acordo já foi fechado, num negócio de aproximadamente 400 milhões de dólares (cerca de 340 milhões de euros). A Snap (dona do Snapchat) e o Spotify (concorrente direto do Apple Music) estiveram também na corrida para adquirir a empresa britânica.

Num comunicado da gigante californiana, a empresa afirma estar “bastante entusiasmada que o Shazam e a sua equipa se juntem à Apple”. A empresa adiantou ainda que a aplicação, que “esteve constantemente nos rankings da App Store como uma das mais populares”, será um complemento “natural” para o serviço de música da empresa, o Apple Music.

O Shazam divulgou também um comunicado em que diz “não conseguir imaginar uma melhor casa do que a Apple para continuar a inovar e distribuir magia aos utilizadores”. Uma fonte do Tech Crunch afirma que a empresa, que tinha uma avaliação de mil milhões de dólares, “nunca encontrou um modelo de negócio que trouxesse verdadeira receita, apesar da popularidade”, daí a venda ter sido feita por 40% do valor em que estava avaliada.

O Shazam é uma das aplicações mais populares para smartphones, com mais de mil milhões de instalações em dispositivos. A empresa, fundada em 1998 em Inglaterra, começou por oferecer um serviço em que era possível telefonar, por um custo, para um número de telefone e reconhecer uma música que estivesse a tocar. Em 2008 foi lançada na App Store, para os telemóveis com o sistema operativo da Apple, o iOS, e, poucos meses depois, na Play Store, para os sistemas Android.