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O ex-administrador da Sonangol Mateus Morais de Brito terá deixado 23 milhões de dólares (quase 20 milhões de euros) ao seu estafeta Mauro Carvalho, noticia o site angolano Club-K.

A família de Mateus Morais de Brito procura recuperar o dinheiro de forma amigável mas o estafeta recusa-se a devolvê-lo, tendo reencaminhado o caso para uma equipa de advogados, alegando indisponibilidade para abertura ou abordagem sobre o assunto.

Mauro Carvalho terá já começado a gastar o dinheiro que lhe foi deixado e que tem em sua posse, em viagens em primeira classe pela Europa. A mais recente foi para Lisboa, tendo regressado a Luanda na passada quinta-feira.

O estafeta Mauro Carvalho “recusa-se a prolongar contatos sob alegação de que não há nenhuma procuração que lhe dá autoridade para devolver os fundos em sua posse”, avança o Club-K.

Mateus Morais de Brito estava na Sonangol desde 1984, tendo sido nomeado administrador em 2005.

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Mateus Morais de Brito foi encontrado morto em 2014 na sua casa em Algés, concelho de Oeiras. O alerta foi dado à Polícia de Segurança Pública por um familiar. O ex-administrador terá sofrido um ataque cardíaco. Tinha 53 anos. Na altura, Mateus de Brito era também presidente do clube Petro de Luanda — cargo que ocupava desde 2012. A família defende que Mateus Morais de Brito foi alvo de um ataque mas não foram encontrados sinais de violência nem indícios de crime.