Rui Pedro, o líder de uma seita que abusava sexualmente de crianças em Palmela, foi condenado esta terça-feira a 25 anos de prisão efetiva pelo Tribunal de Setúbal. O homem, que na altura dos crimes tinha 34 anos, era o principal arguido no processo de crimes de abusos sexuais de oito crianças com idades compreendidas entre os cinco e os 14 anos. Rui Pedro fazia-se passar por psicólogo e usava uma casa como local de culto falso onde ocorriam os crimes: era ele quem vendia aos pedófilos o acesso às crianças.

Os crimes terão começado em 2013 até 2015, primeiro numa casa em Setúbal e depois no anexo de uma quinta na aldeia de Brejos do Assa. Rui Pedro dizia às crianças que as ajudava nas atividades letivas para as atrair até à casa, onde muitas acabavam por dormir. Depois, para que não fugissem, apresentava-se como mestre e dizia que era um deus na Terra a quem todos tinham de obedecer.

Além de Rui Pedro, há mais quatro homens e três mulheres suspeitos de centenas de crimes de abuso sexual de crianças, crimes de violação agravada, actos sexuais com adolescentes, lenocínio agravado e pornografia infantil agravada. Os homens estão em prisão preventiva e as mulher estão com Termo de Identidade e Residência.

A falsa seita que abusava de crianças em Palmela