Rádio Observador

Marinha Portuguesa

Presidente da República defende investimento na dignificação dos militares e meios da Marinha

O Presidente da República defendeu que é necessário investir na Marinha e na dignificação dos militares. Nas comemorações dos 700 anos da Marinha, Marcelo lembrou que Portugal "é uma nação marítima".

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sustentou esta terça-feira que é “necessário continuar a investir” na Marinha, na dignificação das pessoas que a servem e nos meios materiais, apontando o mar como fator de desenvolvimento.

No seu discurso na cerimónia comemorativa dos 700 anos da Marinha portuguesa, na Praça do Comércio, Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que Portugal “é uma nação marítima” e que o mar “representa um imprescindível fator de desenvolvimento”.

Contudo, advertiu, “não há desenvolvimento sem segurança e não há segurança sem as Forças Armadas e sem a Marinha”.

Num tempo em que a soberania se alargou e a “defesa de todos se faz hoje aquém e além fronteiras”, disse, “o orgulho no passado e a segurança no presente não bastam para garantir o futuro”.

“Não sendo a defesa de Portugal delegável, para apontar para esse futuro é necessário continuar a investir na Armada, investir nas pessoas, na dignificação das mulheres e homens que escolheram a carreira das armas para servir Portugal”, defendeu.

“É necessário investir também nas capacidades, no apoio de retaguarda, nos meios que asseguram a autoridade do Estado no mar, a segurança marítima, a vigilância das nossas águas, o estrito acesso à nossa plataforma continental”, especificou.

A cerimónia contou com um desfile com mais de 800 militares da Marinha, destacando-se um pelotão de fuzileiros da Brigada Real da Marinha com a mesma forma de marchar e com os uniformes à época (século XVIII).

Antigos combatentes, muito aplaudidos pelos populares que assistiam à cerimónia, e fuzileiros também marcaram presença no desfile, que terminou com uma demonstração de um helicóptero “Lynx”.

No rio Tejo estiveram 24 navios e embarcações portuguesas, comandados pelo NRP Vasco da Gama, e cinco navios representantes das marinhas do Reino Unido, Espanha, França, Bélgica, e Estados Unidos da América.

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