Artes Plásticas

Bienal de Cerveira comemora 40 anos em 2018 e homenageia Cruzeiro Seixas

A 20.ª edição da bienal vai decorrer de 10 de agosto a 23 de setembro de 2018 e vai centrar-se nas artes plásticas. Cruzeiro Seixas, "um dos expoentes máximos do surrealismo" vai ser homenageado.

Tiago Petinga/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira vai voltar a realizar-se em anos pares, regressando em 2018 para comemorar 40 anos de existência e homenagear o pintor Cruzeiro Seixas, anunciou esta quarta-feira a organização.

Em comunicado, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) adiantou que a 20.ª edição da bienal vai decorrer de 10 de agosto a 23 de setembro de 2018, centrada nas artes plásticas.

Sob o compromisso de apresentar ao público as mais recentes realizações artísticas e tendências estéticas, pretende-se que a vigésima Bienal seja um marco de transição para o futuro, partindo das gerações anteriores”, referiu o coordenador artístico do evento, Cabral Pinto, citado na nota.

Segundo aquela entidade, a homenagem a Cruzeiro Seixas, considerado “um dos expoentes máximos do surrealismo português”, integrará uma mostra retrospetiva da sua obra plástica e poética.

Tendo-se manifestado muito agradado com este tributo, Cruzeiro Seixas considera fundamental a organização de exposições sobre os artistas da sua geração que, num tempo de ditadura, foram impulsores da implementação de novas ideias”, afirmou Cabral Pinto.

Segundo FBAC, em 2018 o evento “manterá o formato adotado desde a primeira edição, de acordo com o objetivo se propõe desde 1978, ser um local de encontro, debate e investigação de Arte Contemporânea, num programa concertado com a vizinha Galiza e o ensino superior”.

A 19.ª edição, que decorreu entre julho e setembro últimos, recebeu 100 mil visitantes nos 14 espaços que acolheram 600 obras de arte, assinadas por cinco centenas de artistas de 35 países.

A edição de 2017 ocupou uma área de 8.300 metros quadrados de espaço expositivo, só na vila onde nasceu em 1978, e estendeu-se aos municípios vizinhos de Paredes de Coura e Caminha, e às localidades galegas de Vigo e Ourense, na Galiza.

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