Governo

Raríssimas. António Costa mantém “total confiança” em Vieira da Silva

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O primeiro-ministro considera que o facto de Vieira da Silva ter sido vice-presidente da assembleia geral da Raríssimas em nada compromete o ministro com a alegada gestão danosa da associação.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

António Costa manifestou-se pela primeira vez esta quinta-feira sobre o caso Raríssimas. O primeiro-ministro deixou claro que “mantém total confiança política” em Vieira da Silva, ministro do Trabalho e da Segurança Social que foi vice-presidente da assembleia geral da associação entre 2013 e 2015.

Em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro fez questão de sublinhar a “experiência” de Vieira da Silva, a sua “grande capacidade” e o currículo como “excelente governante” do socialista. Para António Costa, o facto de o ministro ter sido vice-presidente da assembleia geral da associação não coloca em causa o percurso e a competência de Vieira da Silva.

O líder socialista deixou ainda a garantia de que o Governo, e em particular o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, “tudo farão” para não deixar a Raríssimas fechar portas.

“Não é o facto de enquanto vice-presidente da assembleia geral [da Raríssimas], anos atrás, que vê imaculada a sua atividade, que está dentro dos limites que a lei lhe dá para intervir numa instituição que é privada”, sublinhou.

Em relação às irregularidades alegadamente detetadas na gestão da associação, António Costa lembrou que está já em curso uma auditoria às contas da Raríssimas e que a associação já foi visitada por elementos da Inspeção-Geral do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social.

“O apoio que está a ser concedido continuará a ser concedido. Hoje, já temos na instituição uma equipa da segurança social, que para além de estar a fiscalizar a situação está também a avaliar e a assegurar os condições de funcionamento da instituição”, assegurou António Costa

De acordo com informação avançada pela TSF, Vieira da Silva vai ser ouvido no Parlamento na próxima segunda-feira, às 15h30. Isto, apesar de o PSD ter exigido esta quinta-feira que o ministro fosse ouvido ainda antes do fim de semana.

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