O candidato a presidente do PSD Rui Rio defendeu esta quinta-feira que deve haver uma política de discriminação positiva tendente ao crescimento das economias do interior, porque sem emprego não há fixação de população.

Em declarações à agência Lusa em Pinhel, no distrito da Guarda, Rui Rio disse que, durante a campanha, tem estado a constatar que “os problemas das assimetrias regionais são algo que preocupa o país” e, por isso, tem de haver uma política que os contrarie.

Na opinião do antigo presidente da Câmara Municipal do Porto, essa política passa por uma aposta no emprego, porque, “não havendo emprego, as pessoas, por mais vontade que tenham de ficar na sua terra, têm de ir embora”.

“Toda a discriminação positiva que temos de fazer tem de ter como eixo fundamental o emprego”, frisou, considerando que “há muitas cidades do interior que até estão bem equipadas em termos culturais, sociais e escolares, mas depois não há postos de trabalho”.

“É um imperativo nacional reequilibrar o país e isso significa essa discriminação positiva”, acrescentou.

Rui Rio disse que há muitas formas de fazer essa discriminação positiva, mas todas elas têm de ser alvo de um consenso e perdurar no tempo.

“Por exemplo, pode até haver discriminação positiva do ponto de vista fiscal. Mas, se for durante três ou quatro anos, não serve para nada, tem de fazer isso de uma forma sustentada”, afirmou, acrescentando que deve haver “um pacto no parlamento, entre os partidos, para que haja mesmo essa discriminação positiva durante um período de tempo alargado”.

Depois de o ainda presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ter anunciado a 3 de outubro que não se recandidatava ao cargo que ocupa desde 2010, foram precisos apenas dez dias para que o partido tivesse dois candidatos à liderança – Rui Rio e Pedro Santana Lopes. O prazo para a entrega de candidaturas termina a 2 de janeiro de 2018, mas é improvável que surjam novos candidatos.

As eleições diretas realizam-se a 13 de janeiro e o Congresso entre 16 e 18 de fevereiro, em Lisboa.