Moçambique

Moçambique precisa de reformas e disciplina fiscal para crescer

Até ao terceiro trimestre do ano em curso, a economia cresceu apenas 3%, quando nos oito anos anteriores a 2016 o país vinha registando um Produto Interno Bruto (PIB) de 7%.

ANTÓNIO SILVA/LUSA

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse esta segunda-feira em Maputo que o país precisa de reformas e de disciplina fiscal, para voltar aos níveis de crescimento económico anteriores a 2016.

“Relançar a atividade económica para os padrões médios de crescimento que vínhamos registando vai continuar a exigir reformas, disciplina fiscal e trabalho abnegado”, declarou Rogério Zandamela, falando no encerramento do ano económico de 2017.

Até ao terceiro trimestre do ano em curso, a economia cresceu apenas 3%, quando nos oito anos anteriores a 2016 o país vinha registando um Produto Interno Bruto (PIB) de 7%.

Adicionalmente, apesar dos esforços empreendidos na coleta de impostos, as receitas do Estado continuam aquém do necessário para financiar as despesas, ressentindo-se da suspensão do apoio direto ao Orçamento por parte dos doadores e parceiros de cooperação”, declarou o governador do Banco de Moçambique.

Rogério Zandamela assinalou que a estabilização da economia do país exige a manutenção de uma paz duradoura, continuação dos esforços de consolidação fiscal, não ocorrência de choques climáticos e estabilidade dos preços das mercadorias no mercado internacional.

Na qualidade de autoridade monetária do país, prosseguiu, o Banco de Moçambique aplicou medidas visando assegurar um sistema financeiro mais robusto e sólido. “O nosso sistema financeiro mostra-se mais sólido e capitalizado face a choques, estando o rácio de solvabilidade do sistema em redor de 20%, bem acima dos 8% regulamentados pelos princípios de Basileia I e II”, acrescentou.

Na ocasião, o governador do Banco de Moçambique declarou que o esforço da instituição para o próximo ano será no sentido de o país alcançar uma inflação de um dígito, assinalando que este indicador atingiu 7,15% anuais em novembro.

“Para o ano que se avizinha, a política monetária será orientada para a manutenção de uma inflação baixa e controlada ao nível de um dígito”, disse Rogério Zandamela. Destacando que em novembro de 2016, a inflação anual atingiu 27%, Rogério Zandamela considerou fundamental que o país controle os preços, a bem da retoma da economia.

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