O Papa Francisco promulgou esta terça-feira um decreto que aprova as virtudes heróicas de Luiza Andaluz, a fundadora da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, o que significa que fica aberto o caminho que poderá levar à canonização de mais uma portuguesa.

Luiza Andaluz, nascida em 1877, tornou-se irmã carmelita aos 38 anos após uma juventude ligada ao trabalho social. Em 1923, já religiosa na Ordem do Carmo, fundou as Servas de Nossa Senhora de Fátima, uma ordem destinada ao serviço à sociedade e atenta “às necessidades da Igreja e do mundo”.

Atualmente, a ordem está presente em várias dioceses do país, dedicando-se ao acolhimento de crianças abandonadas, visitas a doentes, idosos e presos e outros serviços nas várias paróquias do país. Também já existe noutros países.

O processo de canonização já corre na Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, desde o ano de 2000. A declaração das virtudes heroicas é o primeiro passo no longo processo que poderá levar à beatificação e à canonização.

O último português a ser canonizado foi o padre Ambrósio Francisco Ferro, que morreu no Brasil no século XVII e foi declarado santo pelo Papa Francisco em outubro deste ano.