O Banco de Inglaterra confirmou esta quarta-feira que os bancos europeus podem operar no Reino Unido com as normas vigentes agora, uma vez consumado o ‘Brexit’, a saída britânica da União Europeia, em março de 2019.

A medida, que permitirá suavizar os custos para o setor financeiro, implica que as entidades bancárias europeias não tenham necessidade de converter as suas filiais no Reino Unido em subsidiárias.

O banco central explicou que adota esta medida assumindo que após o “divórcio” entre Londres e Bruxelas continuará a haver “um nível elevado de cooperação na supervisão com a União Europeia (UE)”.

“Manter o sistema financeiro britânico aberto a instituições estrangeiras é do interesse do Reino Unido, da UE e das economias globais”, referiu o Banco de Inglaterra em comunicado.

Atualmente, há 160 sucursais de bancos internacionais no Reino Unido, 77 das quais provenientes da Área Económica Europeia, com ativos que superam 4 biliões de libras (4,5 biliões de euros).

A presidente do comité de políticas e recursos da City de Londres (centro financeiro), Catherine McGuinness, afirmou que “permitir aos bancos europeus operarem com normalidade no Reino Unido após março de 2019 é uma notícia bem-vinda para terminar o ano”.

McGuinness afirmou que “os bancos europeus são um elemento significativo nos 1,1 milhões de empregos e 72.000 milhões de libras gerados anualmente no setor financeiro”.