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Crime Organizado

Máfia de Braga. Seis arguidos condenados a 25 anos de prisão

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Depois de três meses de julgamento, ficou conhecida a decisão para nove arguidos acusados do rapto de empresário bracarense assassinado e cujo corpo foi dissolvido em ácido sulfúrico.

NOEL CELIS/AFP/Getty Images

Após três meses de julgamento, é conhecida a sentença para seis dos nove arguidos do caso que ficou conhecido como “Máfia de Braga”: os seis principais arguidos foram condenados à pena máxima de 25 anos de prisão. A decisão foi tomada esta quarta-feira pelo Tribunal de S. João Novo, no Porto.

Pedro Bourbon e Emanuel Paulino, conhecido como o Bruxo da Areosa, alegados autores morais do crime, terão de pagar 505 mil euros à filha de 8 anos do empresário bracarense.

Um sétimo arguido, Filipe Monteiro — que teria dado códigos ao Bruxo para roubar um Mercedes de um stand usado no crime — terá de pagar uma multa por posse de arma proibida.

Os arguidos estão acusados de raptar, matar e dissolver o corpo do empresário bracarense João Paulo Fernandes, de 41 anos, em 500 litros de ácido sulfúrico, para eliminar todas as provas. O empresário desapareceu em março do ano passado, mas o plano remonta a dezembro de 2015. A vítima foi vigiada em janeiro e fevereiro até ter sido sequestrada a 11 de março. O empresário foi sequestrado quando estava na companhia da filha de 8 anos, que viu o pai a ser agredido e levado no carro.

O Bruxo da Areosa e Pedro Bourbon são os dois principais arguidos, acusados de terem sido o cérebro do esquema, com intenção de se apropriarem dos bens do pai do empresário. O Bruxo e Rafael Silva foram os responsáveis pelo sequestro. Adolfo e Manuel Bourbon — irmãos de Pedro — terão acompanhado e apoiado o sequestro através de segundo carro. Terão sido os últimos quatro a matar o empresário João Paulo Fernandes e a dissolver o corpo em ácido.

O Ministério Público pedia 25 anos de prisão para sete arguidos, que estavam em prisão preventiva, e penas suspensas para os restantes dois arguidos, que estavam em liberdade, devido ao seu aparente desconhecimento dos factos.

O julgamento dura há três meses. A primeira sessão, inicialmente agendada para 1 de junho aconteceu no dia 4 de setembro, depois de ter sido adiada, na sequência de o primeiro interrogatório ter sido considerado nulo.

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