A UGT lamentou esta quinta-feira a “postura intransigente das confederações patronais” e o seu “radicalismo” na negociação do salário mínimo nacional para 2018, que não permitiu um acordo na Concertação Social.

A posição da central sindical liderada por Carlos Silva consta de uma resolução aprovada quinta-feira pelo secretariado nacional da UGT, que se encontra reunido em Pedrógão Grande.

No documento, a UGT critica “a postura intransigente das confederações patronais” durante a negociação sobre o salário mínimo, que ficou concluída esta terça-feira e que eleva a remuneração dos 557 para os 580 euros no próximo ano, mas sem acordo entre os parceiros sociais.

A central sindical considera que a postura das confederações patronais foi de “verdadeiros usurários”.

Segundo a UGT, “nunca foi revelada pelos patrões qualquer disponibilidade para ir além dos 580 euros” e, num documento conjunto, as quatro confederações (CIP, CCP, CAP e CTP) exigiram a “preservação inalterada” da legislação laboral ou a “extinção imediata do Pagamento Especial por Conta”, colocando de fora, “pelo seu radicalismo e pela sua rigidez, a possibilidade de qualquer acordo”.

“É uma postura patronal rígida e fechada que esperamos que não se mantenha nos trabalhos futuros da Concertação Social”, acrescenta a central sindical.

Por outro lado, a UGT saúda “o papel e a posição assumidos pelo Governo” que garantiu que as matérias que propôs como parte de um eventual acordo “não deixarão de integrar a agenda da Concertação Social”.

Em causa a redução da precariedade, a aposta na formação profissional ou a promoção da negociação coletiva.

No documento, a central sindical explica que a reunião do secretariado nacional ocorre em Pedrógão Grande, no âmbito das iniciativas descentralizadas da UGT, e por solidariedade com a região afetada pelos incêndios.