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Benfica persegue quem descarregou e-mails e ameaça com processos

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O clube da Luz está a enviar notificações às pessoas que descarregaram e-mails de funcionários do Benfica e pede às empresas que abram processos disciplinares para esses trabalhadores.

Pedro Rocha

Autor
  • Miguel Santos Carrapatoso

O Benfica está a intimar as pessoas (e as empresas onde trabalham) que descarregaram os e-mails de Pedro Guerra, ex-diretor de conteúdos da Benfica TV, e de Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD dos encarnados, entretanto divulgados na internet. Em cartas enviadas aos alegados prevaricadores, o clube da Luz exige a eliminação imediata desses ficheiros e ameaça com processos judiciais para quem se recusar a fazê-lo.

A informação é avançada pelo Jornal de Notícias, que concretiza os avisos do clube encarnado: o Benfica diz que Pedro Guerra e Paulo Gonçalves foram vítimas de “ilícitos de devassa da vida privada e de violação de correspondência” e avisa que quem não apagar os e-mails incorre num crime de “acesso ilegítimo e/ou de interceção ilegítima”.

De acordo com a mesma publicação, que teve acesso a uma das cartas que o Benfica enviou, o clube da Luz chega mesmo a indicar às empresas o endereço de correio eletrónico dos funcionários que os encarnados julgam ter tido acesso à correspondência de Pedro Guerra e Paulo Gonçalves.

Num aviso muito claro, o Benfica sublinha que a “responsabilidade criminal” desses trabalhadores é igualmente extensível às empresas onde trabalham. O clube exige, por isso, consequências concretas: à cabeça, a abertura de processos disciplinares sobre a conduta dos funcionários, para lá da abertura de “procedimentos legais e judiciais”; em segundo lugar, o Benfica exige também a “eliminação total de toda e qualquer informação”, salvaguardando “registo” para entrega às autoridades.

Os encarnados terminam a missiva com uma nova ameaça: se as empresas nada disserem num prazo de 1o dias, o Benfica presumirá que suportam as condutas dos funcionários, do que retirará “todas as legais consequências”.

Os e-mails de Pedro Guerra e de Paulo Gonçalves começaram a circular na internet e estavam alojados num servidor neozelandês. Entretanto, esse conteúdo terá sido apagado, mas não sem que alimentasse novos capítulos da guerra entre FC Porto e Benfica. Na altura, os portistas demarcaram-se por completo desta ação.

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