A Maserati, integrada no grupo italo-americano Fiat Chrysler Automobiles, não atravessa o melhor período da sua já longa história. A sucessiva diminuição do volume de vendas, mesmo agora que já possui um SUV na sua gama (o Levante), não só está a provocar o alarme no quartel-general do fabricante de Modena, como obriga a paragens na linha de produção. E, só este ano, já lá vão três.

A notícia é avançada pela Automotive News Europe, citando fontes dos sindicatos. Isto, ao mesmo tempo que refere que a Maserati decidiu interromper a produção dos modelos Ghibli e Quattroporte, na fábrica de Grugliasco, entre 15 de Dezembro e 15 de Janeiro, assim como o fabrico do SUV Levante na linha de Mirafiori, entre 20 de Dezembro e 15 de Janeiro. Já o GranTurismo e GranCabrio não terão qualquer nova unidade produzida na fábrica de Modena, entre 15 de Dezembro e 8 de Janeiro.

É visível que a produção tem vindo a diminuir e que o investimento em novos modelos está, neste momento, parado”, admitiu já um dos responsáveis sindicais, Frederico Bellono.

A explicar estas paragens, a Automotive News Europe aponta a fraca procura na Europa ou nos EUA, mas também a lenta evolução das vendas num mercado cada vez mais importante, como é o chinês.

Recorde-se que esta é já a terceira vez que, só este ano, a Maserati é obrigada a interromper a produção dos seus modelos. Algo que o fabricante justifica com as novas regras de exportação para a China. As quais, defende, têm vindo a prejudicar a procura do SUV nesse mercado.

Novo SUV com base no Stelvio, só “diferenciado”

Ao mesmo tempo que a marca procura adequar a produção à menor procura, o CEO da Maserati, Reid Bigland, vai defendendo não existir “grande pressa” em acrescentar um pequeno SUV à actual oferta da Maserati. De certa forma, uma resposta às notícias segundo as quais o fabricante poderia vir a ter um segundo modelo do género, com base no Alfa Romeo Stelvio. Algo que Bigland assume não pretender, a não ser que seja “suficientemente diferenciado”.

Pelo contrário, a Maserati tem previsto, isso sim, um aumento da oferta na gama Levante, com o lançamento de uma versão GTS, mais desportiva. A qual deverá ter por base um V8 3,8 litros biturbo de origem Ferrari, a debitar 578 cv. Lá mais para a frente, muito provavelmente em 2020, deverá chegar também um novo GranTurismo, que supostamente estreará uma nova plataforma em alumínio e um sistema de propulsão electrificado (híbrido) e equipado com um turbocompressor eléctrico, no que será o primeiro passo da já prometida electrificação de metade da oferta da marca, até 2022.