Iémen

Bombardeamentos no Iémen matam cinco aliados dos rebeldes xiitas e ferem outros vinte

Pelo menos cinco aliados dos rebeldes xiitas 'Huthis' morreram e outros 20 ficaram feridos na sequência de bombardeamentos realizados pela coligação liderada pela Arábia Saudita.

YAHYA ARHAB/EPA

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  • Agência Lusa
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Pelo menos cinco aliados dos rebeldes xiitas ‘Huthis’ morreram e outros 20 ficaram feridos na sequência de bombardeamentos realizados hoje pela coligação militar árabe, liderada pela Arábia Saudita, a norte da capital do Iémen, Sanaa.

A televisão Al Masira, controlada pelos rebeldes xiitas, avançou que os aviões da coligação árabe efetuaram quatro ataques contra um grupo de membros de tribos leais aos ‘Huthis’, na área de Arhab, a cerca de 30 quilómetros da capital iemenita.

É a primeira vez que são divulgadas informações sobre um ataque da coligação árabe contra tribos locais desde que começou a sua intervenção na guerra civil iemenita em 2015.

Fontes médicas afirmaram, em declarações à agência noticiosa espanhola EFE, que a maioria dos feridos está em estado grave, situação que poderá antever um aumento das vítimas mortais.

O conflito iemenita começou em finais de 2014, quando os rebeldes ‘Huthis’ tomaram a capital Sanaa, e ganhou dimensão internacional desde que uma coligação árabe, liderada por Riade (sunita), começou a apoiar o Governo do Presidente iemenita, Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, o único reconhecido internacionalmente.

Os ‘Huthis’ são acusados de ligações ao Irão (xiita), o grande rival regional de Riade.

As tensões no país agravaram-se recentemente após os ‘Huthis’ terem morto o seu principal aliado, o antigo Presidente Ali Abdallah Saleh, devido a divergências relacionadas com a evolução do conflito.

Segundo as Nações Unidas, o conflito iemenita já causou mais de 8.650 mortos e cerca de 58.600 feridos, entre os quais numerosos civis.

Em paralelo, mais de 2.000 pessoas morreram devido a uma epidemia de cólera, que se mantém fora de controlo.

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