Dezenas de presos políticos na Venezuela, entre eles três luso-descendentes, dirigiram-se esta terça-feira, dois dias depois de libertados pelas autoridades, aos tribunais para conhecerem as condições da sua libertação, mas sem sucesso.

“Disseram-nos que tínhamos que apresentar-nos nos tribunais mas estavam fechados. Quero saber com exatidão quais são as nossas condições porque dizem que teremos que assinar um documento de extradição”, disse um dos libertados à Agência Lusa.

O mesmo cidadão recusou-se a avançar com quaisquer outros pormenores argumentando não poder “fazer declarações à imprensa pelo menos até conhecer as reais condições em que foi libertado”.

A 23 de dezembro último, três presos políticos luso-venezuelanos deixaram o centro de detenção dos Serviços Bolivarianos de Inteligência (serviços secretos), passando a estar em liberdade condicional, na sequência de uma recomendação feita pela Assembleia Constituinte aos organismos judiciais da Venezuela.

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Na sequência da recomendação, que abrangeu dezenas de presos políticos, foram libertados os luso-venezuelanos Dany Abreu (33 anos), Juan Miguel de Sousa (53 anos) e Jorge Castro (37 anos), que foram detidos em 2014 e acusados de terrorismo, associação para cometer delito e conspiração contra o Governo venezuelano.

Esta terça-feira, durante a ida ao tribunal, o advogado Joel Garcia explicou aos jornalistas que além de saber quais as condições que lhes tinham sido impostas, estes ex-presos políticos queriam ainda assinam a ata de libertação, mas não havia “despacho”.