Transportes

Depois de adotar a tarifa dinâmica, Cabify “otimiza preços” para consolidar mercado

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Um mês depois de anunciar o suplemento por alta procura -- que a diferenciava da concorrente Uber -- a Cabify anuncia nova estratégia e baixa os preços das viagens, em média, em 15%.

A Cabify entrou no mercado português há um ano e meio

A Cabify anunciou que a partir desta quinta-feira as viagens feitas através da aplicação são, em média, 15% mais baratas. A descida da tarifa mínima acontece um mês depois de a empresa espanhola ter anunciado que vai passar a cobrar um suplemento de alta procura em momentos pontuais, tal como a concorrente Uber faz com a tarifa dinâmica – a ausência desta tarifa era um dos pontos que a diferenciava da concorrente norte-americana. Objetivo: “preparar terreno para o crescimento que a empresa planeia ter em 2018”.

Questionada pelo Observador, Catarina Cabral, responsável de marketing, explica que “esta alteração se traduz numa otimização dos preços, sem descurar a rentabilidade” dos parceiros ou a “qualidade” do serviço. “Em termos concretos, esta mudança permite-nos consolidar o nosso serviço no centro das cidades de Lisboa e Porto bem como tornar-nos mais competitivos e vantajosos para viagens de maiores distâncias”, afirmou.

Ao contrário da Uber, a Cabify calcula o preço das viagens apenas em função da distância percorrida, sem incluir a duração da viagem como variável. Questionada sobre se a estratégia para 2018 passa por aproximar o modelo de negócio da empresa ao da concorrência, Catarina Cabral diz que “ao fim de mais de um ano e meio de operação em Portugal conseguimos já compreender melhor os padrões de mobilidade dos nossos utilizadores e, assim, tornou-se necessário otimizar as nossas tarifas”.

Com mais de 160 mil utilizadores registados na aplicação da Cabify e cerca de 500 viaturas registadas, a mesma responsável explica que a implementação do suplemento por alta procura se justifica pela “preocupação em assegurar serviço nas horas e alturas de maior procura”.

Na semana passada, o Tribunal da Justiça da União Europeia concluiu que a Uber deve ser tratar como uma empresa de transportes e que deve seguir a legislação em vigor nessa área, o que vem pôr mais pressão na urgência de regulamentar empresas como a Uber e a Cabify. Confrontada com esta questão, Catarina Cabral diz que apesar de a decisão não estar relacionada com a empresa espanhola, esta está a analisá-la para compreender até que ponto poderá impactar a operação em Portugal.

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