Donald Trump vai fazer um exame médico geral em janeiro de 2018, que será o primeiro a ser realizado por um médico da Casa Branca desde que tomou posse como presidente dos Estados Unidos há perto de um ano. O check up será realizado por Ronny Jackson, médico e contra-almirante da marinha norte-americana. De acordo com a porta-voz da Casa Branca Sarah Huckabee Sanders, será feita uma declaração pública sobre o estado geral de saúde do presidente.

Os testes vão ter lugar a 12 de janeiro no Walter Reed Nationa Military Medical Center, em Bethesda, no estado de Maryland. O estado de saúde foi um dos temas que aqueceu a campanha presidencial de 2017 e que opôs Donald Trump, 71 anos, a Hillary Clinton, 70 anos. Na época, o médico pessoal de Trump, Harold Bornstein, emitiu uma declaração em que assegurou que o candidato seria o presidente “mais saudável alguma vez eleito”. Através de um post publicado na página do Facebook da campanha do candidato republicano, Bornstein garantiu, em quatro parágrafos, que as análises efetuadas a Donald Trump tinha dados resultados “surpreedentemente excelentes”.

Na declaração, o médico afirmava que o atual presidente tomava uma aspirina por dia, bem como um medicamento destinado a baixar o colesterol, mas não foi divulgada qualquer informação sobre os níveis daquela gordura ou qualquer outro dado médico sobre Trump. Mais tarde, no Dr. Oz Show, o candidato republicano confessou ser apreciador de fast food e admitiu querer perder peso.

No interior do avião em que Trump se deslocou para cumprir a exigente agenda da campanha eleitoral a comida disponível seria da McDonald’s, Kentucky Fried Chicken e pizzas, bem como Coca-Cola na versão diet, de acordo com informação revelada por dois antigos assessores de Trump, Corey Lewandowski e David Bossie, citados pelo jornal Washington Post.

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Em outubro passado, um grupo de 27 psiquiatras publicou um livro em que lançou um aviso sobre a “instabilidade psicológica” do atual presidente norte-americano e os “perigos associados”. Brandy X. Lee, a principal autora da obra, publicou posteriormente no New York Times um artigo em que pediu uma avaliação “urgente” de Trump. Falou num “padrão de descompensação” explicado pela “crescente perda de contacto com a realidade, sinais de volatilidade e comportamento imprevisível, e uma atração pela violência como um meio necessário”. A médica do Massassuchets General Hospital afirmou que estas características estavam a deixar “o mundo num extremo risco de perigo”.

Mais recentemente, quando fez a intervenção pública em que anunciou a transferência da embaixada dos Estados Unidos em Israel para Jerusalem, Donald Trump demonstrou dificuldades de dicção nalgumas palavras, situação que desencadeou alarme e novas dúvidas sobre o estado de saúde do presidente. A Casa Branca explicou, no entanto, ter-se tratado de um problema de “secura” na boca e garganta.