Lisboa

Polémica das cartolas. CDS pede à Câmara de Lisboa a cópia do contrato

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CDS quer que a autarquia disponibilize "de imediato" a cópia do contrato de patrocínio e do processo que levou à compra de 30 mil cartolas para a festa da passagem de ano na Praça do Comércio.

Manuel De Almeida/LUSA

O CDS quer que seja “disponibilizada de imediato” a cópia do contrato de patrocínio entre a Super Bock e a Câmara Municipal de Lisboa e a cópia do processo que levou ao ajuste direto de 30 mil cartolas para a festa do Ano Novo. A Super Bock adiantou que nada exigiu à autarquia, limitando-se “ao papel de patrocinador do evento”.

A polémica da compra das cartolas surgiu após uma notícia do jornal i, que dava conta de que a EGEAC (Empresa Municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa) teria gasto 57 mil euros para comprar 30 mil cartolas para a festa da passagem de ano na Praça do Comércio.

Na sequência da notícia, fonte da empresa municipal explicou que seria o patrocinador, a Super Bock, a arcar com os custos. Mais: a presidente da EGEAC esclareceu que a compra das cartolas tinha sido uma contrapartida obrigatória da marca de cervejas, para que houvesse um patrocínio no valor de 200 mil euros.

Quanto ao facto de a EGEAC ter adjudicado as cartolas a uma empresa de um antigo autarca socialista, a empresa referiu ainda que foram consultadas três entidades e que foi escolhida aquela que apresentou o preço mais baixo.

Este sábado, contudo, o jornal SOL avançou que a Super Bock não só nada teve a ver com a decisão de distribuir cartolas na noite de passagem do ano, como nunca se tratou de uma condição para o financiamento. “O envolvimento da Super Bock com o evento ‘Super Ano Novo’ está limitado ao papel de patrocinador do evento”, referiu a Super Bock Group ao semanário.

Numa carta enviada pelo vereador João Gonçalves Pereira à chefe de gabinete do Presidente da Câmara de Lisboa, Fátima Madureira, o CDS explica que já tinha pedido “que fossem explicados, à Câmara Municipal e aos lisboetas, os contornos deste negócio e da decisão que o permitiu, designadamente o ajuste direto a uma empresa intermediária e não executante/produtora do material adjudicado”. Algo que ainda não aconteceu, “contrariando o dever de transparência e de accountability do Presidente da CML para com os demais eleitos”.

Para os centristas, a notícia do SOL “põe em causa o bom nome da Câmara e a relação que esta deve ter com os patrocinadores que apoiam iniciativas municipais”.

“Assim sendo, e por forma a esclarecer cabalmente esta situação muito pouco clara, o CDS vem requerer que seja disponibilizada de imediato a cópia do contrato de patrocínio e a cópia de todo o processo que deu lugar ao ajuste direto das 30.000 cartolas. Não deixaremos de continuar a exigir do Presidente Fernando Medina o apuramento de todos os factos e de todas as responsabilidades sobre a forma como o dinheiro dos lisboetas é aplicado e sobre a correção dos procedimentos envolvidos”, conclui a carta.

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