Os CTT deverão encerrar pelo menos 22 lojas como parte do plano de reestruturação apresentado em dezembro, e que contempla também o corte de 800 postos de trabalho. A informação é avançada esta terça-feira pelo jornal económico Eco, que revela também a lista dos postos que vão encerrar.

Segundo aquele jornal, os trabalhadores da empresa liderada por Francisco Lacerda já foram informados dos planos da administração. O presidente terá pedido à Comissão de Trabalhadores um parecer sobre o encerramento dos seguintes 22 postos de correios (listados por distrito):

  • Braga: Riba d’Ave
  • Vila Real: Araucare
  • Porto: Galiza, Asprela, Areosa, Termas de S. Vicente, Freamunde
  • Aveiro: Paços de Brandão, Universidade de Aveiro, Barrosinhas
  • Santarém: Alferrarede, Alpiarça
  • Lisboa: Camarate, Filipa de Lencastre, Socorro, Junqueira, Olaias
  • Setúbal: Aldeia de Paio Pires, Lavradio
  • Faro: Avenida (Loulé)
  • Açores: Calheta (Ponta Delgada)
  • Madeira: Arco da Calheta

Até ao final do primeiro semestre de 2017, detalha ainda o Eco, havia no país 4.377 postos dos correios. Destes, 613 eram lojas próprias, 1.744 eram lojas em parceria com outros estabelecimentos e 2.020 eram postos de venda de selos.

CTT vão cortar 800 postos de trabalho e fechar lojas com pouca procura

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A 19 de dezembro, o presidente dos CTT, Francisco Lacerda, apresentou um plano de redução de custos que passará pelo corte de 800 postos de trabalho a tempo inteiro, pelo fecho de lojas com pouca procura e pela redução substancial da remuneração variável dos trabalhadores dos correios. Também os administradores da empresa verão os seus salários reduzidos como parte deste plano: o presidente em 25% e a restante administração em 15%, além do facto de não terem direito a remuneração variável.

“A contínua substituição eletrónica está a impactar os rendimentos operacionais uma vez que os CTT estão ainda muito dependentes do Correio”, argumentou a empresa, no plano de reestruturação.