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Alemanha

Dirigente de partido de extrema direita alemão investigada por ‘tweet’ anti-muçulmano

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A deputada Beatrix von Storch considerou que a polícia de Colónia estava a apaziguar "muçulmanos bárbaros e violadores em massa" por ter publicado uma mensagem de Ano Novo em árabe.

Getty Images

As autoridades alemãs estão a investigar a deputada Beatrix von Storch, uma das dirigentes do partido de extrema direita AfD (Alternativa para a Alemanha), por comentários considerados racistas e anti-muçulmanos publicados no Twitter e no Facebook na véspera de Ano Novo.

Beatrix von Storch, membro da casa real de Oldenburgo, acusou a polícia de Colónia de apaziguar “hordas de homens muçulmanos bárbaros e violadores em massa” por ter ‘tweetado’ uma mensagem de Ano Novo em árabe, a qual também foi publicada em inglês, francês e alemão. O comentário de von Storch — aludindo a um caso ocorrido na cidade alemã há dois anos e que correu mundo na altura — resultou numa suspensão das contas de Twitter e Facebook por 12 horas.

Em junho de 2017 a Alemanha introduziu novas leis contra o discurso de ódio, determinando que as redes sociais podem ser multadas até 50 milhões de euros caso não apaguem publicações “obviamente ilegais” dentro de 24 horas depois de terem sido notificadas.

A líder do AfD, Alice Weidel, defendeu os comentários de von Storch e afirmou que a deputada estava a ser censurada, escrevendo no Facebook que as autoridades se estavam a submeter a “bandos de migrantes predadores, abusadores e esfaqueadores”. No Twitter, após a suspensão, Beatrix von Storch escreveu: “O Facebook também me censurou. É o fim do estado constitucional.”

Esta não é a primeira vez que Beatrix von Storch gera controvérsia graças à sua presença nas redes sociais. Em junho, a deputada, que é neta do ministro das finanças de Adolf Hitler e último chefe de governo do Terceiro Reich, respondeu ‘Sim’ a uma questão no Facebook sobre se deveriam ser utilizadas armas de fogo contra mulheres e crianças que tentassem atravessar a fronteira alemã. Mais tarde, escreve o The Guardian, von Storch sugeriu que o rato do computador lhe tinha ‘escapado’.

Foi em Colónia, há dois anos, que várias mulheres foram assaltadas e assediadas sexualmente por homens maioritariamente originários do norte de África e requerentes de asilo na Alemanha durante as festividades de Ano Novo.

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