As exportações de mercadorias com isenção de taxas aduaneiras de Macau para o interior da China atingiram 94,7 milhões de patacas (9,7 milhões de euros) no ano passado, traduzindo uma ligeira diminuição, indicam dados oficiais.

Em 2016 o valor das exportações de mercadorias com isenção de direitos aduaneiros de Macau para a China atingiu 97,18 milhões de patacas (11,59 milhões de euros ao câmbio de altura) e em 2015 foi de 101,4 milhões de patacas (12,10 milhões de euros ao câmbio da altura).

De acordo com dados publicados no portal do CEPA — Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Interior da China e Macau –, sob alçada da Direção dos Serviços de Economia, novembro figurou como o melhor mês, com o registo de 14,2 milhões de patacas (1,4 milhões de euros); enquanto março o pior, com 5,3 milhões de patacas (554,7 mil euros).

Desde janeiro de 2004 até dezembro de 2017, o valor acumulado das exportações de mercadorias com isenção de direitos aduaneiros atingiu 861,1 milhões de patacas (88,8 milhões de euros).

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No plano do comércio de serviços, no mesmo período, foram emitidos 628 certificados de prestador de serviços de Macau, quase metade dos quais relativos a serviços de transporte (agenciamento de carga/logística/conservação/armazenamento).

O CEPA tem como objetivo “promover a prosperidade e o desenvolvimento comum do Interior da China e da Região Administrativa Especial e reforçar a cooperação mútua económica e comercial”, estabelecendo “um relacionamento semelhante a parceiros de comércio livre, num país com duas regiões aduaneiras autónomas” (Macau e Hong Kong).

Desde a entrada em vigor do acordo, em janeiro de 2004, têm vindo a ser assinados diversos suplementos, com vista ao alargamento das áreas, produtos e serviços. Recentemente Macau e a China firmaram dois acordos (um de investimento e outro de cooperação económica e técnica) sob o chapéu do CEPA.

Segundo o Governo de Macau, os dois acordos referidos vão permitir alargar o espaço de desenvolvimento para as pequenas e médias empresas, profissionais e jovens de Macau, bem como o desenvolvimento da diversificação adequada da economia do antigo enclave português.