A empresa dona do Spotify já entregou os documentos, de forma confidencial, para cotar o capital na bolsa de Nova Iorque. Mas, ao contrário de uma dispersão em bolsa convencional, em que uma empresa vende ações a novos investidores, o Spotify optou por uma cotação direta das ações que já foram vendidas de forma privada, para que esses investidores possam negociar as ações existentes.

A notícia, há muito esperada, foi avançada pelo site Axios e surgiu horas depois de ter sido revelado que a empresa tinha sido processada pela Wixen Music Publishing, uma editora responsável por licenças de artistas como Tom Petty, Neil Young, The Beach Boys, Missy Elliott ou Janis Joplin. A editora quer ser indemnizada em 1,6 mil milhões de dólares.

A empresa, que tem sede em Estocolmo, na Suécia, vai optar por um método de dispersão bolsista mais arriscado, já que não existe o “trabalho de casa” feito pelos bancos de investimento numa operação feita nos moldes tradicionais. Por regra, os bancos são contratados para fazer “roadshows” junto de potenciais (novos) investidores, para dar a conhecer a empresa e estimular o interesse pelo investimento. Neste caso, esse trabalho não existe e o sucesso da operação depende, exclusivamente da procura que existe entre os investidores.

A tarefa é ambiciosa, já que o objetivo é, no mínimo, corresponder à avaliação que tem sido feita à empresa nas rondas privadas de investimento — que, proporcionalmente, avaliavam a empresa em 19 mil milhões de dólares no final do ano passado, segundo a Reuters. O Spotify tem 140 milhões de utilizadores, quase metade dos quais pagantes.

O objetivo da empresa é avançar com a operação neste primeiro trimestre de 2018, mas esta não é uma informação oficial já que a empresa não tornou públicos os documentos entregues aos reguladores e, por outro lado, não está a confirmar estes planos, quando contactados por jornalistas da especialidade.