O ano de 2017 foi aquele que apresentou maiores custos com catástrofes naturais, nos Estados Unidos, resultado de furacões e incêndios destruidores, sendo estimado um prejuízo de 306 mil milhões de dólares (255,5 mil milhões de euros).

Segundo um relatório da Agência Oceânica e Atmosférica (NOAA na sigla em inglês) publicado esta segunda-feira, 16 daqueles desastres provocaram custos que ultrapassaram mil milhões de dólares (834,7 milhões de euros). A entidade recorda que o anterior recorde se registou em 2005 quando tinham sido atingidas perdas de 215 mil milhões de dólares, principalmente devido aos furacões Katrina, Wilma e Rita.

Os incêndios no oeste do país, que atingiram sobretudo uma grande parte da Califórnia, são responsáveis por prejuízos estimados em 18 mil milhões de dólares, ou seja, “o triplo do anterior recorde anual”, salienta o relatório.

O furacão Harvey provocou precipitação de 1,27 metros no Texas levando a custos estimados em 125 mil milhões de dólares, tornando-se o segundo sinistro natural mais caro depois do furacão Katrina em 2005.

O Maria, que devastou Porto Rico, provocou 90 mil milhões de dólares de perdas, segundo os dados da NOAA, enquanto o Irma, que atingiu as Caraíbas e a Florida, provocou gastos de 50 mil milhões.

O furacão Maria está em terceiro lugar na lista das catástrofes naturais que representam mais custos nos EUA e o Irma fica no quinto lugar. A agência realçou também que é necessário voltar a 2011 para encontrar 16 desastres naturais com um custo total de, pelo menos, mil milhões de dólares num só ano.