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"O meu botão é maior". Não é porque não há botão nuclear nenhum

Ao contrário do que Donald Trump fez crer no tweet que publicou, não é através de um botão que se lança um míssil nuclear. Em vez disso, há uma mala preta com instruções para ordenar o lançamento.

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MICHAEL REYNOLDS/EPA

MICHAEL REYNOLDS/EPA

O meu botão é maior e mais poderoso do que o dele e o meu funciona!”. Quem o disse foi o presidente norte-americano, Donald Trump, através do Twitter, referindo-se a um “botão nuclear”. Trump respondia ao líder norte-coreano, Kim Jong-un que, dois dias antes, tinha dito que o seu “botão nuclear” continua na sua “secretária”. “Não se trata de uma chantagem, mas da realidade”, disse ainda. Face a esta troca de palavras, surge uma questão: que botão é este?.

Nenhum. Este “botão nuclear” não existe. O único botão que existe na mesa de Trump é, de acordo com a CNN, um pequeno botão vermelho que serve para o presidente chamar um empregado para pedir o que precisar. Pete Souza, fotógrafo oficial do ex-presidente Barack Obama, publicou na sua página do Instagram onde mostra o botão vermelho na secretária da sala oval da Casa Branca.

And fortunately the red button on the Resolute desk is to call for the valet, not to start a war.

Uma publicação partilhada por Pete Souza (@petesouza) a

Não é um botão mas é uma mala. Ainda assim, ao contrário da crença popular, o “nuclear football” — a mala preta que acompanha sempre os presidentes dos Estados Unidos — não contém um botão. A mala contém guias e documentos que Trump — ou qualquer outro presidente norte-americano — usaria para autorizar o uso de armas nucleares, esteja ele em qualquer lado do mundo.

O sistema não é um botão na mesa, onde o presidente pode acidentalmente se apoiar e imediatamente fazer com que os mísseis sejam lançados. Acho que seria o horror”, explicou PeterFeaver, professor de Ciência Política na Universidade Duke, à CNN.

Na mala, existe um livro preto com opções de lançamento, um cartão com códigos de autenticação para que o presidente confirme a sua identidade, uma lista de bunkers seguros onde o presidente pode ser protegido e instruções para usar o sistema de emergência.

God help us.

Uma publicação partilhada por Pete Souza (@petesouza) a

Para lançar um míssil nuclear, Donald Trump teria de colaborar com assessores do exército — que têm o material necessário para lançar um míssil –, com comandantes e membros de serviço que trabalham com essa tecnologia.

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