Até 2021, cerca de três mil milhões de utilizadores terão acesso aos serviços bancários via smartphones, tablets, computadores e smartwatches. Esta previsão foi revelada num estudo recente da Juniper Research que refere a tendência mundial na utilização de aplicações digitais bancárias.

São cada vez mais as entidades financeiras que optam por oferecer serviços digitais rápidos e multicanal aos seus clientes. E porquê? Se por um lado é mais cómodo para o utilizador, por outro os bancos não podem perder a corrida, face à feroz concorrência, no que respeita à evolução tecnológica. As denominadas Fintech são nativas tecnológicas e detém know how e capacidade de resposta às novas tendências, sem os requisitos de regulação a que os bancos estão obrigados.

Este contexto tem vindo a ser acompanhada pelo Banco de Portugal que, no último Relatório de Supervisão Comportamental, destaca que, atualmente, mais de 2,5 milhões de portugueses já utilizam, regularmente, a banca online, confirmando que os smartphones e os tablets são os dispositivos preferidos pelos clientes para gerirem a sua vida financeira.

6, 1 milhões de pessoas com smartphones

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Segundo a Marktest, em 2016, estavam contabilizados cerca de 6,1 milhões de utilizadores de smartphones, o que corresponde a 68% dos proprietários de telemóvel residentes em Portugal.

Os Clientes mais exigentes e os millennials

O cliente está, também, a cada dia mais exigente, procurando aceder aos serviços bancários a qualquer hora e em qualquer lugar. De forma cómoda e fácil, na banca online acede-se a uma multiplicidade de operações, que vão desde a consulta dos movimentos de conta, transferências, pagamentos de serviços e até a investimentos e trading.

E são os millennials (geração nascida entre 1980 e 2000) que estão na vanguarda da adoção dos serviços bancários online. Contudo, o Visa’s 2016 Digital Payments Study,estudo sobre pagamentos móveis, regista que a faixa etária dos 55 aos 64 anos apresenta uma taxa de crescimento de 33% na adoção dos pagamentos móveis, enquanto na faixa dos 18 aos 34 o crescimento é de 24%. O mesmo estudo aponta que 59% dos millennials portugueses verificam o saldo ou acedem a outros serviços através de uma aplicação bancária. O mesmo se verifica na transferência de dinheiro ou até quando se fala em investimentos.

Exemplos práticos confirmam regra

A Caixa Geral de Depósitos mantém-se com um dos exemplos do forte investimento que a Banca tem vindo a desenvolver neste domínio tecnológico, a par com as tendências emergentes. A tecnologia tornou-se uma ferramenta de foco e incremento na qualidade do serviço ao cliente – nomeadamente com a APP Caixadirecta que, nas suas versões Empresas e Particulares, ambas disponíveis em smartwatch -, reúne um conjunto de funcionalidades desenhadas especificamente para o contexto de mobilidade.

Os clientes digitais aumentam

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A APP Caixadirecta Particulares registou até novembro cerca de 230 mil downloads , mais 28% do que o ano todo de 2016. A mesma tendência seguiu a APP Caixadirecta Empresas (com versão em inglês e português), com um total de 18 mil downloads desde o seu lançamento. Com estes números a Caixa representa cerca de 50% do total de utilizadores de internet banking em Portugal.

De acordo com fontes deste banco, “A App Caixadirecta proporciona autonomia aos clientes, ao mesmo tempo que coloca a Caixa cada vez mais disponível para responder às suas necessidades, independentemente do momento ou do contexto em que o cliente se encontra.” E continuam, “exemplos disso mesmo são as funcionalidades como a adesão imediata e decisão online, para o caso dos cartões de crédito, débito e contas poupança. É igualmente possível efetuar pagamentos e transferências, agendamento de reuniões com o gestor dedicado, alertas de débitos diretos, partilha de número de conta e IBAN, por mail ou por sms”.

Os mesmos responsáveis defendem que “na vertente de empresas, aquela App destaca-se pela simplicidade de acesso, através da impressão digital, mas também pela execução de pagamentos ou transferências por comandos por voz, notificação de autorizações pendentes ou de valores disponíveis em confirming, sendo ainda possível registar de imediato a respetiva antecipação”.

Ao todo, estes canais digitais da Caixa, APP e internet, já são usados por cerca de dois milhões de utilizadores, com milhão e meio de contratos ativos. Mais, cerca de 25% de toda a nova produção de cartões de crédito da Caixa é desencadeada através de contratação no Caixadirecta.